Visita cultural a Caxias

Mês passado, estive em Caxias. Visitei pela primeira vez o Museu da Balaiada, montado no morro do Alecrim, antigo morro das Tabocas, célebre por ter sido o palco de rendição dos soldados portugueses comandados pelo major Fidié, que resistiam à Independência do Brasil. Conheci também o espaçoso campus da UEMA, defronte ao Museu, e não pude evitar a comparação com a velha estrutura e o acanhado espaço físico do campus de Imperatriz. No museu, estão expostos diversos artefatos e documentos da sociedade caxiense do século XIX.

Nessa visita estritamente cultural, tomamos café – eu, o Renôr e o motorista Carlão – com a secretária de cultura do município, professora Valquíria, e seu marido Arlindo. Daí fomos à sede da Academia Caxiense de Letras, onde esperávamos encontrar o amigo acadêmico Renato Meneses, que naquele momento encontrava-se em horário de estágio do curso de Direito e, por fim, não conseguimos nos rever. Daí seguimos para a Secretaria de Cultura, no prédio da antiga indústria de tecelagem, instalada no final do século XIX e foi, durante várias décadas, orgulho do industrialismo da cidade. Além de visitar aí o amigo poeta Wybson Carvalho — que se recupera de uma grave intoxicação que quase o leva ao Parnaso —, na sala da professora Valquíria, onde, além do cafezinho, bebemos as novidades culturais da região.

No Instituto Histórico e Geográfico de Caxias, com sede no sobrado da antiga estação de trem, fomos recebidos e conduzidos desde a porta pelo presidente Arthur Almada Lima, que nos levou a conhecer todos os cômodos do prédio e, na sala da presidência, no primeiro andar, entabulamos uma breve conversa cultural, encerrada com uma pose para fotos que registraram esse momento. Descemos ao térreo, onde se localiza a biblioteca, que naquele dia estava sendo reorganizada. Gentil, atencioso e de muito bom humor, Almada Lima levou-nos a conhecer o auditório do IHGC, onde há quadros com fotos dos membros do sodalício e dos patronos, sobressaindo-se, como não poderia ser de outra forma, a do historiador caxiense César Marques, autor do famoso Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, a mais densa obra da historiografia maranhense, publicada na segunda metade do século XIX e que tem no prelo, em São Luís, uma edição ampliada e atualizada, que custou quase uma década de trabalho a Jomar Moraes, seu organizador).

— Dizem alguns que Caxias fica no Piauí… mas não se pode negar sua forte maranhensidade. Seu ar histórico, poético e cultural transpiram o “velho” Maranhão. Lembrando de Vítor Gonçalves Neto, que atravessou o Parnaíba vindo de Teresina, e se estabeleceu em Caxias, penso que, ao contrário, é o Piauí que fica parte em Caxias.

2 comentários para “Visita cultural a Caxias”

  1. Heider Moraes disse:

    Olá Adalberto,
    Li este sábado 10, n’O Progresso, que estás autografando (mas não diz o local) o livro “Apontamentos e fontes para a história econômica de Imperatriz”.
    A pergunta então é como faço, porque moro em Brasília, embora maranhense de Barra do Corda, para adquirir o livro?
    É isto. Meu abraço fraternal!…
    Heider Moraes

  2. Benedito Benício Ribeiro Filho disse:

    Tenho interesse em contactar com o segmento literário gerenciado por vc, precisamos contactar urgente, fins publicações de livros.
    98 8825-6187

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