Mané, grande líder
Hoje, um amigo com alto cargo de assessoria técnica em Brasília me telefona e pede o telefone de Manoel da Conceição. Pergunto o motivo e ele me revela que o nosso amigo, histórico líder camponês, será homenageado em breve juntamente com o presidente Lula, na capital federal. Mané, na condição de “maior líder camponês” vivo do país, e Lula como o “maior líder urbano” brasileiro.
A solenidade deve acontecer ainda neste semestre.
29 de janeiro de 2009 às 23:18
Maravilha o reconhecimento.
Precisamos divulgar essa informação.
Abraço.
E o livro do Mané?
30 de janeiro de 2009 às 12:08
Diplô lança o Caderno Brasil
Quarta-feira, 10 Outubro 2007
Objetivo: construir, no caos criativo da internet, um espaço de diálogo sobre os grandes temas do país e do mundo — em sintonia com a nova cultura política que emerge dos Fóruns Sociais
Uma dúvida perturba, com freqüência, os que acreditam — como Le Monde Diplomatique Brasil — na força da blogosfera, em sua capacidade de ser alternativa aos oligopólios da mídia comercial. A questão é: como construir, no magnífico caos criativo da internet, espaços públicos de debate sobre as grandes questões nacionais e internacionais? Em outras palavras: por que caminhos as novas tecnologias, que estão nos livrando da mesmice e mediocridade dos jornais tradicionais, poderão também facilitar o surgimento de novas formas de mobilização social, conquista de direitos e… democracia?
Nosso Caderno Brasil, que está no ar desde 2 de outubro, é uma pequena contribuição à busca de respostas. Dois objetivos editoriais o orientam. 1) Oferecer textos produzidos com a mesma profundidade e espírito investigativo que caracterizam a edição original de Le Monde Diplomatique; 2) Mas fazê-lo levando em conta que o jornalismo e o pensamento crítico precisam entrar em sintonia com a era dos Fóruns Sociais Mundiais e da comunicação em rede.
Isso significa que afirmamos, na melhor tradição do Diplô, o direito dos seres humanos a conhecer e transformar o mundo em que vivem. Mas ressalvamos: a construção do futuro coletivo é algo maior que influir nos mecanismos tradicionais (governos, parlamentos, partidos) da “democracia” representativa. Por isso, o Caderno procurará tornar visíveis temas desprezados pela mídia (para a qual política é sinônimo de Estado e instituições), mas cada vez mais valorizados pela cidadania. Sinalizam este esforço textos como O Paradigma da Colaboração (sobre o surgimento de lógicas sociais que estão substituindo o individualismo e a luta de todos contra todos, típicos dos mercados), ou Outra economia, além do capital (que introduz o universo da Economia Alternativa e Solidária).
Também estamos convencidos de que, nos novos tempos, a imprensa alternativa precisa superar não apenas as idéias do jornalismo de mercado — mas também sua lógica piramidal. Caderno Brasil não buscará o modelo das publicações clássicas (inclusive as de esquerda), cujo conteúdo é quase inteiramente pautado e produzido por uma Redação, estruturada em rígida hierarquia. Procurará, ao contrário, mobilizar os oceanos de criatividade e talentos que a internet permite articular. Será mais um espaço — aberto ao encontro de pessoas e iniciativas que vêem e narram o mundo a partir de valores semelhantes — que um um jornal acabado, com número de páginas, editorias, periodicidade e responsáveis fixos.
Numa primeira etapa, esta diversidade será constituída por um elenco aberto de colaboradores. Intelectuais e jornalistas de méritos reconhecidos, como Ladislau Dowbor (que integra o Conselho de Gestão de Le Monde Diplomatique, e já estreou), José Luís Fiori, Roberto Cattani e muitos outros serão colaboradores do Caderno. Mas ele trará igualmente pensadores não-revelados pela mídia, e no entanto envolvidos em ações transformadoras e em reflexões originais e estimulantes. Dalton Martins e Hernani Dimantas, do coletivo Meta-Reciclagem, assinam uma coluna sobre Redes Sociais. Carola Reintjes, baseada em Córdoba (Espanha) e uma grande referência internacional sobre Economia Solidária escreve sobre o tema. São os primeiros de um longo elenco de colunistas, em fase de constituição.
Além de colunistas, Caderno Brasil terá um grupo informal de sub-editores. É gente que mobiliza redes de colaboradores, e articula sua presença no jornal. O escritor e jornalista Rodrigo Gurgel é o primero. Ele criou Palavra, uma seção de Literatura que irá ao ar todas as sextas-feiras — com um ensaio, um conto ou crônica e um poema.
Num universo como este, o papel da Redação é outro. Ao invés de pautar, ela informa, troca opiniões. sugere assuntos. Será este o papel de nosso Blog, a ser relançado após o fim de semana. Atualizado todos os dias, e apoiado numa vasta rede internacional de publicações independentes, ele chamará atenção para iniciativas que — mesmo ocultadas pela mídia — estão mudando o mundo e as formas de enxergá-lo. Uma vasta pesquisa na internet, que Le Monde Diplomatique Brasil conduz há meses, localizou centenas de fontes de informção, nas quais é possível localizar material de grande relevância, normalmente desprezado pelos “grandes” jornais. Vai valer a pena conferir.
Enviado em colaboração, comunicação compartilhada, imprensa, jornalismo, mídia de mercado, pós-capitalismo | 7 Comentários »
2 de fevereiro de 2009 às 20:45
Justa homenagem ao maior lider campones do Brasil.
Não sei se ja foi dado, mas ele merece o título de Cdadão Maranhense.
3 de fevereiro de 2009 às 08:53
Ladislau Dowbor de SãoPaulo, SP, Brasil 03/02/2009
Caros amigos de Imperatriz,
Estou impressionado, coloquei a versão final do artigo “A crise financeira sem mistérios” no domingo, e no sábado seguinte, chegando em Imperatriz, me entregaram o livrinho já impresso, com gráficos, cores etc. Agradeço aos amigos Gilberto, Adalberto (autor de uma excelente história de Imperatriz, veja em “livros em colaboração” neste site) e outros que ajudam na divulgação de uma discussão que é importante para todos nós. Ainda estou para ver tal eficiência editorial nas capitais. O livrinho está editado em Copyleft, portanto com livre reprodução não comercial, com fins didático-científicos. Um abraço, Ladislau