Imperatriz “desamazonizada”?

O leitor Carlos Leen, ativo acadêmico de História do CESI/UEMA, questiona a respeito da opinião da professora doutora geógrafa Berta Becker (questão do tópico “Berta Becker, a Amazônia e Imperatriz”): “Imaginava que a opinião da professora Bertha era comungada por alguns agronegociantes da região que com a desculpa de dizer que não mais pertencermos à região amazônica , querem de vez retirar-nos dessa condição de pertencimento, para destruir o pouco que ainda existe de matas pré-amazônicas. Talvez um assunto por demais polêmico deveria ser fruto de mais pesquisas não só geográficas mas também etnograficamente, socialmente e antropologicamente.”

Esclarecendo: a professora Berta Becker está em andamento com uma pesquisa sobre a “conectividade” de cidades amazônicas, tendo escolhido seis cidades para trabalho de campo, três capitais e três cidades interioranas: Rio Branco, Manaus, Belém, Parintins, Santarém e Imperatriz. Uma equipe de pesquisadores está fazendo os levantamentos bibliográficos e as pesquisa de campo. Estiveram em Imperatriz, no início do mês passado, as professoras pesquisadoras Cláudia Romanelli Nogueira e Vânia Maria Salomon G. de Carvalho, do Laboratório de Gestão do Território (Laget) do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), visitando entidades, conversando com pesquisadores e levantando acervos bibliográficos para essa pesquisa.

Mas, quanto à possível concepção de Becker de que a região maranhense de Imperatriz deveria ser excluída da Amazônia, se deve às mudanças das características geográficas regionais, tanto paisagísticas quanto econômicas e sociais que, creio, ela pretenderá demonstrar com suas pesquisas.

2 comentários para “Imperatriz “desamazonizada”?”

  1. Fátima Oliveira disse:

    Como já disse Zeca Baleiro, com toda a razão, “O Maranhão sofre de esquizofrenia geográfica”, lamentavelmente.
    O conteúdo deste post assusta-me um pouco, sobretudo porque eu o encontrei googlando em busca de encontrar “o que é o sertão maranhense?” porque queria saber se a Serra do Arapari ainda é tida como no sertão do sul do Maranhão – (hoje no município de Senador La Roque), onde tenho, há quase 30 anos, uma propriedade na qual pretendo passar a minha velhice tendo como hobby a recuperação de sementes crioulas e, talvez ecoturismo rural.
    Gostei do seu blog. Voltarei.

  2. adalberto disse:

    Fátima, a Serra do Arapari, como se diz, é bem ali. Ou seja, próxima de Imperatriz. Pertenceu ao território de Imperatriz até 1961, quando foi criado o município de João Lisboa (desmembrado de Imperatriz). Na metade dos anos ’90, com a criação dos municípios de Senador La Rocque e Buritirana, desmembrados de João Lisboa, passou a pertencer ao primeiro. Fica a aproximadamente 50 quilômetros de Imperatriz, e tem asfalto até bem próximo.
    Muita gente de Imperatriz tem propriedades por lá.
    Ah!, fica no sudoeste maranhense (mas aqui todo mundo chama de sul do Maranhão ou Maranhão do Sul).

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