Sousa Lima, educador e literato
O advogado Sérgio Saboya Lima se apresenta em comentário do blog como neto de Manoel de Sousa Lima, um imperatrizense que migrou na primeira metade do século passado para Boa Vista (atual Tocantinópolis, TO), onde desenvolveu atividades docentes, tendo sido o mais renomado mestre daquela localidade, onde seu tio, o famoso padre João Lima, era, desde o final do século XIX, o mandatário maior.
Sérgio refere-se a um livro meu em que cito Manoel de Sousa Lima, conhecido também como professor Sabóia, e diz que gostaria de adquiri-lo. E adianta que tem “várias informações interessantes sobre meu avô, que poderá enriquecer as próximas edições de seu livro”.
Não sei a qual livro ele se refere, porque não cita o título e ainda porque eu escrevi sobre Sousa Lima em pelo menos três livros: “Ofício das Letras” (1995), “Imperatriz: 150 anos” (2002) e “Breve história de Imperatriz” (2006). Creio também que o tenha citado no meu último livro, “Apontamentos e fontes para a história econômica de Imperatriz” (2008).
Certo é que Sousa Lima merece um livro biográfico. É ele o precursos da literatura imperatrizense. Nascido em 1889, escreveu sete obras, segundo afirma Carlota Carvalho em “O Sertão”; pertenceu à Academia dos Novos de São Luís, precursora da Academia Maranhense de Letras, e à Casa Humberto de Campos, uma “academia” sertaneja sediada em Carolina, então capital cultural sul-maranhense.