Celso Barros Coelho e a memória de Pastos Bons

capa_celso-barros_7cmNesta sexta-feira, 24 de julho, o jurista e intelectual Celso Barros Coelho, 86 anos, lança em sua terra natal, Pastos Bons, o livro “Tempo e memória: Pastos Bons”, em solenidade da Academia de Letras, História Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons. O livro reúne 21 artigos do autor publicadas no jornal “Pastos Bons” e é dividido em seis capítulos temáticos, que recebem comentários do João Renôr F. de Carvalho, doutor em história e professor da UFPI: 1) Memórias da infância; 2) Literatura; 3) A história dos sertões de Pastos Bons; 4) Ecologia e Pastos Bons; 5) Impressões de uma viagem; 6) Discursos na Academia. A pedido do autor, escrevi as orelhas do livro (163 páginas), que carrega o selo da Ética Editora.

Homem por excelência acadêmico, Celso Barros Coelho foi presidente da secção piauiense da Ordem dos Advogados do Brasil, da Academia Piauiense de Letras e da Academia Piauense de Letras Jurídicas; é sócio correspondente da Academia Imperatrizense de Letras e da Academia Carioca de Letras; membr0 do Instituto Histórico e Geográfico Brasilero; é fundador e presidente da  Academia de Letras, História Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons. Tem mais de 50 livros publicados.

Transcrevo, abaixo, o texto das orelhas que escrevi para esse livro:

Tempo e memória: Pastos Bons são escritos que evocam os mais lídimos sentimentos de um homem que volve o olhar para si mesmo e vislumbra passado e presente de sua vida longeva, marcada por situações e acontecimentos de reconhecida expressão social e elevada importância pessoal.
O autor, Celso Barros Coelho, nascido há mais de três quartos de século nos verdes sertões maranhenses de Pastos Bons, galgou as escadarias do mundo; subiu ao pedestal do conhecimento, fez-se mestre e doutor, cidadão honrado em outras terras, sem perder a lembrança do pedaço de chão onde deixou enterrado o umbigo. O magistério, as lides jurídicas, os embates políticos e o fazer literário, cultivados desde a mocidade, não foram suficientes para apagar as marcas do tempo pretérito — esse lapso periódico que estabelece cronologia e idade aos seres e coisas — e olvidar as lembranças guardadas de si mesmo, de lugares, realidades e fatos que marcaram sua existência.
Agora portador do aguçado olhar crítico da ciência e da serena sabedoria da experiência de vida, Celso Barros mergulha no personalíssimo mundo interior e daí volve à tona as recordações da infância, do tempo, lugares e pessoas que cruzaram sua vida e povoaram sua mente, evocados pela memória.
São, na expressão de Carlota Carvalho, “reminiscências históricas” quase esquecidas, que têm “o valor de um monumento, que desperta recordações, umas sentimentais, outras bucólicas; outras prazenteiras, alegres; algumas tristes, dolorosas”. Alegres, como rever os Fortes, palco e cenário da infância, dos banhos de bica na cachoeira; tristes, como a devastação da outrora viçosa vegetação que davam vida aos muitos córregos e riachos perenes, agora filetes d’água a denunciar a ação depredadora do vivente hodierno.
Intelectual orgânico, segundo a concepção de Gramsci, Celso Barros Coelho usa conhecimento e tempo em favor dos ideais que o movem desde sempre, e, no presente, projeta-os para o futuro, entregando às novas gerações as preocupações e responsabilidades que o porvir exige.

Adalberto Franklin
Membro da Academia Imperatrizense de Letras e da Academia de Letras, História e Ecologia da Região Integrada de Pastos Bons.

Um comentário para “Celso Barros Coelho e a memória de Pastos Bons”

  1. Dilson da Câmara Guimarães disse:

    Gostaria muito de saber se realmente descobrir o antigo Arraial do Príncipe Regente, qual está localizado no meu quintal, onde há o morro do Itapecuru. sou sobrinho da escritora Alíce Coelho Raposo, a qual no seu livro retrata que o Arraial foi fundado neste morro ou enconta próximo ao rio Itapecuru, por portugueses vindo da Vila de pastos Bons. Então eu estaria correto em dizer que o morro ou chapada com vários cacos de telhas e de porcelanas portuguesas, cachimbos indigenas, e outros artefatos são mesmos do Arraial do Príncipe Regente. Porém outra versão diz que o majos Francisco de Paula Ribeiro Fundou tal arraial na confluencia dos rios Itapecuru e Alpercatas. Lamento a UFMA não me procura, pois o meu livro ainda também não foi editado cujo nome é “O Arraial doPrincipe Regente, onde depois passa a ser abandoonado e vira vila de Mirador e mais tarde Cidade de Mirador. Há contradições. vamos solucionar, preciso de historiadores que me esclareça, pois tal lugar onde faço pesquisas arqueologicas coom miinhas próprias mãos será realmente o antigo Arraial do Príncipe Regente” venham e comprove. É um planalto pouco elevado repleto de cacos. nada está intacto, sendo que certamente as casas eram de adobes e cobertas de telhas. vamos juntos solucionar. meu e-mail é dilsoncg13@hotmail.com. estou atento a ouvir criticas e comentários

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