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CE inova política do livro e leitura; o MA é o caos

O governo do Ceará acaba de anunciar duas medidas exemplares para a constituição de políticas públicas do livro e leitura nos estados. Uma delas prevê a compra de R$ 3,5 milhões em livros de autores cearenses ou radicados por lá. Com isso, complementa com uma cor local a lista de livros comprados e enviados pelo Ministério da Cultura às bibliotecas dos 184 municípios. A iniciativa deve servir de referência para os outros estados brasileiros.

Outra medida anunciada pelo governo do Ceará, que vale a pena prestar atenção, é o prêmio a escritores locais. Serão distribuídos R$ 2 milhões, e as obras contempladas terão devem ser produzidas, do início ao fim, no próprio estado. Delas, 40% serão cedidos para que a Secretaria de Estado da Cultura distribua a bibliotecas da capital e interior. É uma medida inteligente que deve ajudar a desenvolver tanto a produção literária regional quanto seu mercado editorial.

[Da Revista do Observatório do Livro e da Leitura]

Não posso deixar de comentar essas medidas:

No Maranhão, é rara a compra de livros de autores do Estado. Nos últimos três anos, as compras de livros para as bibliotecas públicas estaduais e faróis da educação superaram os dez milhões de reais, mas os maranhenses que entraram na lista foram raríssimos, e alguns tiveram que dar comissão a pessoas ligadas à Comissão de Licitatações. O MP teve que intervir em alguns casos, suspender licitações e intimar funci0nários públicos e atravessadores envolvidos. Mesmo assim, as compras foram direcionadas para grandes editores do sudeste.

Em Imperatriz, o Município não tem (nunca teve) qualquer política de atualização do acervo. A chamada biblioteca pública municipal, que não merece esse nome, pois não passa de um depósito de livros (do que não têm culpa os dedicados servidores que lá trabalham), sequer possui exemplares dos escritores locais. Se alguém quiser pesquisar a produção literária de Imperatriz, terá que recorrer a bibliotecas particulares. Nem mesmo livros sobre a história da cidade são encontrados por lá (às vezes, há um exemplar de um ou outro autor local).

Mesmo as bibliotecas universitárias pouco investem na compra de autores da região. E nas escolas de Ensino Médio não há muita diferença.

É um descalabro e um desrespeito para uma cidade que em menos de 40 anos publicou mais de 1.000 títulos.

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