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“Quebradeiras”, filme de etnografia regional premiado

Somente agora consegui assistir ao filme “Quebradeiras”, ganhador de três troféus “Candango de Ouro” no 42.o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, em Brasília, em novembro passado (favor não confundir com “Raimunda, a quebradeira”, de 2006, outro premiado documentário, protagonizado por Dona Raimunda dos Cocos”).
“Quebradeiras” é um longa-metragem com duração de 1h11min que retrata numa linguagem inovadora — sem roteiro falado; em sim com linguagens cênica e sonora descritivas — do cotiano das mulheres quebradeiras de coco babaçu neste chamado Bico do Papagaio, tríplice fronteira de Maranhão, Tocantins e Pará.
Dirigido por Evaldo Mocarzel, carioca radicado em São Paulo, foi filmado na zona rural de Imperatriz e cidades vizinhas onde se concentram as quebradeiras de coco.
Trata-se de um documentário etnográfico que dá ênfase ao cotidiano dessa minoria resultante da migração nordestina que se acentuou na região a partir do começo dos anos 50, abrindo matas e fundando povoações. Ou seja, é um registro da cultura material e imaterial desse povo.
O DVD me foi doado pela líder do MIQCB (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu), Maria Querobina, convidada de honra para assistir à exibição do filme no festival, no dia 20 de novembro.
Concorrendo com outros 28 filmes de longa-metragem no festival de Brasília, “Quebradeiras” foi o segundo mais premiado. Além de melhor diretor (Evaldo Mocarzel), ganhou ainda os troféus de melhor fotografia (Gustavo Hadba) e melhor som (música de Thiago Cury e Marcus Siqueira).
O documentário teve o patrocínio do “Etnodoc”, primeiro edital de Apoio à Produção do Documentário Etnográfico do Ministério da Cultura, em 2008.

Alguns trechos do filme podem ser visto no Youtube:

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