Skip to content

El sonido de los Andes

Esta postagem eu deveria ter feito há mais de um mês, quando, passando pela praça de Fátima, deparei-me com o grupo indígena equatoriano Purik, que se apresentava e vendia CDs, DVDs e artesanato.
Sou apaixonado pela música andina (e, por extensão, da musicalidade latinoamericana).
Sempre me fascinou o som extraído das flautas. Confesso que ainda criança, comecei a dedilhar um violão, mas logo desisti; e na juventude fiz iniciação de estudos de música clássica, e até tive um órgão para fazer exercícios, mas também abandonei esse intrumento. Minha fixação sempre foram sempre os instrumentos de sopro, para os quais nunca fiz aprendizado. Nos estudos, durante as audições, sempre fixava minha atenção no oboé, no clarinete e no flautim (mais as madeiras, menos os metais).
Vejo que não por outro motivo, figuram em minha lista de preferências musicais o “Luar na lubre”, extraordinário grupo galego que em suas músicas dá ênfase à gaita-de-fole e outros instrumentos de sopro da velha Galícia, e a canadense Loreena Mckennitt, multi-instrumentista, musa do canto medieval, que utiliza instrumentos da Idade Média. E também por isso, creio, uma das canções que marcam minha vida é a andina/inca “El condor pasa”.
Num paralelismo nacional, gosto imensamente das músicas de Elomar e dos arranjos do maestro Jacques Morelenbaum.
Voltando ao grupo motivador do tema, cabe dizer que o Purik, “Caminante de los Andes” é formado por três indígenas — Luiz, Humberto e Armando; e duas indígenas de quem não identifiquei os nomes. Afirmam que descendem dos incas.
Os instrumentos que usam são nativos: chachas, esquiña e campoñas, todos da categoria das flautas de sopro, fabricadas de bambu. Percorrem o Brasil há mais de dois anos e se apresentam gratuitamente em praças públicas, vendendo CDs e DVDs do grupo. Nas apresentações, mesclam canto ao vivo e playback. Vestem-se com indumentária indígena e além de cantos, fazem demonstrações de dança indígena.
Ao que parece, eles mesmos produzem os CDs e DVDs que vendem, pois o aspecto tanto das capas quanto da impressão do disco são de impressoras jato de tinta. Mas ressalte-se que além da música, a qualidade da gravação também é boa. Comprei dois discos e comprovei.

Post a Comment

Your email is never published nor shared. Required fields are marked *
*
*

http://ajleeonline.com/