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Livraria Athenas fecha as portas em Imperatriz

Li agora que em Belém vai ser fechada a mais tradicional livraria da cidade, a Jinkings. Há um lamento geral dos leitores também mais tradicionais, que vão às livrarias não apenas comprar livros, mas também tomar um cafezinho, encontrar-se com leitores e escritores, informar-se das publicações locais e regionais.
Em seu período mais dinâmico, a Jinkings contou com várias livrarias em Belém, e também em outras cidade, inclusive Imperatriz (ali na esquina da Getúlio Vargas com a Coronel Manoel Bandeira), na metade dos anos ’80. A notícia acusa a mudança de comportamento dos leitores da nova geração, que passaram a comprar livros pela internet.
Também li que no Quartier Latin, em Paris, área próxima à Sorbonne (Universidade de Paris), famosa pelo movimento cultural, nos últimos 15 anos, caiu de 300 para cerca de 150 as livrarias no setor, o que está motivando o prefeito Bertrand Delanöe a fazer investimentos para reverter essa tendência. O Quartier Latin é o “bairro” dos estudantes e de famosos cafés e restaurantes, onde  se reuniam intelectuais de todo o mundo. Carrega esse nome porque ali, na Idade Média, viviam os estudantes da Université de Paris (Sorbonne), que falavam latim.
Aqui, cabe o lamento de ter sido fechada, neste mês, a Livraria Athenas, pouco menos de dois anos após sua instalação na cidade. José Arteiro, o proprietário, que tem a matriz desse empreendimento em São Luís, confidenciou-me que as vendas não estavam sequer cobrindo as despesas que mantinha para funcionar a loja. No ano passado, haviam sido fechadas na cidade as livrarias Interativa e Cia. do Livro.
Uma lástima!

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