Arquivo de julho de 2010

Enem: IFMA é a melhor escola pública do Maranhão

terça-feira, 20 de julho de 2010

Das vinte melhores escolas públicas do Maranhão, segundo o novo ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), divulgado ontem, os seis primeiros lugares cabem ao IFMA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), antigo CEFET, unidades de São Luís, Imperatriz e Zé Doca. O primeiro lugar coube ao ensino regular do IFMA de São Luís; o segundo, ao EJA da mesma unidade; o terceiro e quarto lugares ao IFMA de Imperatriz; o quinto e sexto lugares ao IFMA de Zé Doca, também ensino regular e EJA. No cômputo geral, que inclui escolas públicas e particulares, as dez melhores escolas são da capital — oito delas particulares, e apenas o IFMA como escola pública entre elas, em quarto e quinto lugares. As três primeiras são o Centro Educacional Montessoriano, o Jardim Escola Crescimento e o Educator. A Escola Adventista de Imperatriz é a 11ª do ranking (e, portanto, a melhor de Imperatriz). Ainda de Imperatriz, entre as vinte melhores, estão IFMA (13ª colocação para o ensino regular e 14ª para o EJA), o colégio Dom Bosco (15ª) e a Escola Santa Teresinha (19ª). Uma novidade é a presença do CE Parsondas de Carvalho, de Montes Altos, em oitavo lugar entre as melhroes escolas públicas do Estado, abaixo apenas dos IFMAs e do Liceu Maranhense. E novamente o EJA do Parsondas de Carvalho, com a 11ª colocação. No ranking das vinte piores escolas do Maranhão, todas elas são da rede pública estadual. As três piores são, por ordem, o CE Vicente Maia, de São Luís; o CE Profª. Juvenilia Sousa, de Buriticupu; e o CE Cristino Pimenta – Anexo II, de Bacuri. Dentre as vinte, seis são de São Luís.

O fim do Jornal do Brasil impresso

domingo, 18 de julho de 2010

A imprensa anuncia o fim do Jornal do Brasil impresso. Para mim, é uma perda. A perda de um bem simbólico.

Foi para o Jornal do Brasil, em 1988, que fiz minha primeira colaboração para um grande jornal de circulação nacional, cobrindo o julgamento do matador do padre Josimo Tavares, no fórum de Imperatriz, época em que eu era editor-chefe do jornal “O Progresso”. O JB foi também o primeiro jornal que eu li na internet, em 1995, durante a Fenasoft, em São Paulo. Foi ele o primeiro jornal a ser disponibilizado on-line no Brasil.

Interessante é que nessa Fenasoft, no stand do JB, assisti a uma palestra em que um jornalista dizia que em tempo não muito longe, o jornal impresso deixaria de existir. Que não se precisaria mais descer do prédio de apartamentos para ir até a banca de revistas comprar um jornal, pois ele estaria acessível pela internet, em seu monitor. Agora, isso soa a profecia, pois o JB é um dos primeiros grandes jornais brasileiros a deixar de existir em papel.

Mas o JB tem, ainda, uma curiosa ligação com a história de Imperatriz e do Maranhão. Fundado em 1891, o Jornal do Brasil reunia grandes intelectuais brasileiros que defendiam a monarquia derrubada com a proclamação da República. Em 1893, quando Rui Barbosa era seu editor, o jornal fez defesa da Revolda Armada, pelo que o presidente Floriano Peixoto mandou fechar o jornal e caçar Rui, vivo ou morto. O jornal foi fechado por mais de um ano e Rui Barbosa foi exilado. Nesse período, um dos colaboradores de Rui na editoria do jornal era o intelectual maranhense Parsondas de Carvalho, que a partir de 1905 veio residir em Imperatriz com sua irmã, Carlota Carvalho. E aqui ficou até a morte.

No final de 1894, o jornal voltou a circular, agora sob a tutela da família de Cândido Mendes de Almeida, um ilustre senador maranhense que patrocinou a defesa da devolução de território de Carolina (anexada por Goiás) ao Maranhão. Depois, o JB foi adquirido pelos conde e condessa Pereira Carneiro, ela uma maranhense filha de Dunshee de Abranches, meu patrono na cadeira 20 da Academia Imperatrizense de Letras, autor de mais de 120 obras, entre elas a “A esfinge do Grajaú”, uma das primeiras crônicas históricas sobre as questões políticas desta parte do Maranhão.

No JB, trabalharam diversos maranhenses que se projetaram no jornalismo brasileiro.

Equívocos na história de Imperatriz

domingo, 18 de julho de 2010
Meu amigo João Rodrigues, esforçado repórter da sucursal de “O Estado do Maranhão” em Imperatriz, procurou-me às vésperas do aniversário da cidade para que eu comentasse alguns fatos que tenho contestado em relação à história do município. Seria uma matéria para a edição de “O Estado” no dia do 158º aniversário de fundação de Imperatriz, ocorrido na sexta-feira, 16 de julho.
Como eu estava em São Luís, pedi-lhe que enviasse as perguntas por e-mail que eu as reponderia até a manhã seguinte (na quinta-feira, 15). Assim ele fez  e respondi aos questionamentos ainda cedo da manhã, com tempo para que ele escrevesse e encaminhasse seu texto até as 11h para a redação.
Não sei se ele leu atentamente o texto, porque me telefonou logo em seguida para perguntar sobre coisas que estavam escritas no e-mail. Mas tornei a explicá-las por telefone. E sempre finalizava, preocupado: “Entendeu?”. E ele assegurava que sim.
As informações foram publicadas em box de duas colunas, ao lado de uma longa matéria de três quartos de páginas sobre o aniversário da Imperatriz, na página 3 do caderno “Cidades”, edição do dia 17. Li-a na tarde desse mesmo dia. Mas… que decepção!
Não sei se por culpa do João ou do pessoal da editoria, em São Luís, que costuma cortar matérias para reduzir o espaço a ser ocupado (no caso, talvez, para caber num “box”), minhas informações se transformaram em desinformação. Três importantes fatos ficaram completamente distorcidos, comprometendo a informação histórica que se pretendia. E, com isso, comprometendo a minha credibilidade de historiador, que tanto prezo. Como o jornal é o de maior circulação no Estado, essas informações podem ser reprozidas com erro por outras pessoas, aqui e em outros lugares, causando prejuízos também à história imperatrizense. Também, os leitores de meus livros podem se assustar em eu dizer uma coisa nos livros e afirmar outra em uma matéria de jornal.
Diante disso, faço aqui um pequeno reparo sobre esse pequeno texto publicado em “O Estado”:
1) O jornal publicou que “o frei [Manoel Procópio, fundador de Imperatriz] contatou com os índios gaviões e krikatis, do Maranhão. Com o aldeamento de 800 índios gaviões no lugar onde hoje fica o povoado de Cidelândia [...]“.
— Eu afirmei, na verdade (e isso está escrito em meu livro “Breve história de Imperatriz”), que o frei Manoel Procópio aldeou 800 índios Gavião e Krikati na localidade Frades, nas margens do rio Tocantins, hoje povoado do município de Cidelândia. Veja-se que não foi em Cidelândia, hoje sede do município desse mesmo nome, e sim em Frades, a mais antiga localidade desta região, que existia já antes mesmo da fundação de Imperatriz. Dizer que na metade do século XIX frei Manoel Procópio tenha aldeado índios em Cidelândia é um absurdo, pois o povoado que deu origem a essa cidade foi fundado a menos de 50 anos.
2) O jornal publicou: “disse o historiador [Adalberto Franklin], acrescentando que Imperatriz foi fundada às margens do riacho Cacau.”
— Outro grave equívico. Transcrevo o que escrevi no e-mail enviado ao João Rodrigues:
Não é verdade que inicialmente a povoação de Santa Teresa tenha sido instalada na confluência do rio Cacau com o Tocantins e depois transferida para as imediação da hoje praça da Meteorologia, em face de uma cheia no Cacau. O primeiro sítio onde frei Manoel Procópio estabeleceu a “Colônia de Santa Teresa”, em setembro de 1849, foi no lugar chamado Remansão, no rio Tocantins, após as antigas cachoeiras de Itaboca, onde hoje fica a hidroelétrica de Tucuruí. No final do ano, houve uma grande cheia e morreram de febres muitos colonos levados para lá por frei Manoel Procópio, desistindo ele desse local. Frei Manoel Procópio, com alguns colonos, seguiu dali e se estabeleceu na confluência do rio Araguaia com o Tocantins (São João do Araguaia), de onde passou a fazer contato com os índios Apinajé (e conseguiu aldeá-los por algum tempo), do lado de Goiás; depois contactou com os Gavião e os Krikati, do Maranhão. Depois de conseguir aldear 800 índios Gavião no lugar Frades (hoje povoado de Cidelândia), e os Krikati em duas aldeias (uma nas margens do rio Cacau e outra no Barra Grande), resolveu então refundar a Colônia de Santa Teresa, entre essas duas aldeias, para acompanhar os índios aldeados e formar a nova povoação.
Então, essa história de que inicialmente Imperatriz foi fundada nas margens do rio Cacau não é verdade; isso é uma versão deturpada do acontecido no Remansão.
3) Mais outro: “[...] Adalberto Franklin concluiu que a fundação foi mesmo em 1852 e, ainda, que Frei Manoel Procópio era um capelão da Polícia Militar.”
Em momento nenhum eu afirmei que frei Manoel Procópio fosse capelão da Polícia Militar. O que eu disse foi que a expedição que deixou Belém em 1849 para fundar a colônia de Santa Teresa era comandada por um militar, e que frei Manoel Procópio era o capelão dessa expedição [naquela época, todas as expedições desse tipo eram obrigadas a ter um capelão, um sacerdote católico, na equipe].
Antes de escrever este texto, enviei um e-mail ao João Rodrigues pedindo que ele fizesse algo para reduzir os prejuízos dessas informações equivocadas.
Tomara que pelo menos minimizem o prejuízo histórico que pode causar.

Meu amigo João Rodrigues, esforçado repórter da sucursal de “O Estado do Maranhão” em Imperatriz, procurou-me às vésperas do aniversário da cidade para que eu comentasse alguns fatos que tenho contestado em relação à história do município. Seria uma matéria para a edição de “O Estado” no dia do 158º aniversário de fundação de Imperatriz, ocorrida na sexta-feira, 16 de julho.Como eu estava em São Luís, pedi-lhe que enviasse as perguntas por e-mail que eu as reponderia até a manhã seguinte (na quinta-feira, 15). Assim ele fez  e respondi aos questionamentos ainda cedo da manhã, com tempo para que ele escrevesse e encaminhasse seu texto até as 11h para a redação.Não sei se ele leu atentamente o texto, porque me telefonou logo em seguida para perguntar sobre coisas que estavam escritas no e-mail. Mas tornei a explicá-las por telefone. E sempre finalizava, preocupado: “Entendeu?”. E ele assegurava que sim.As informações foram publicadas em box de duas colunas, ao lado de uma longa matéria de três quartos de páginas sobre o aniversário da Imperatriz, na página 3 do caderno “Cidades”, edição do dia 17. Li-a na tarde desse mesmo dia. Mas… que decepção!Não sei se por culpa do João ou do pessoal da editoria, em São Luís, que costuma cortar matérias para reduzir o espaço a ser ocupado (no caso, talvez, para caber num “box”), minhas informações se transformaram em desinformação. Três importantes fatos ficaram completamente distorcidos, comprometendo a informação histórica que se pretendia. E, com isso, comprometendo a minha credibilidade de historiador, que tanto prezo. Como o jornal é o de maior circulação no Estado, essas informações podem ser reprozidas com erro por outras pessoas, aqui e em outros lugares, causando prejuízos também à história imperatrizense. Também, os leitores de meus livros podem se assustar em eu dizer uma coisa nos livros e afirmar outra em uma matéria de jornal. Diante disso, faço aqui um pequeno reparo sobre esse pequeno texto publicado em “O Estado”:
1) O jornal publicou que “o frei [Manoel Procópio, fundador de Imperatriz] contatou com os índios gaviões e krikatis, do Maranhão. Com o aldeamento de 800 índios gaviões no lugar onde hoje fica o povoado de Cidelândia [...]“.— Eu afirmei, na verdade (e isso está escrito em meu livro “Breve história de Imperatriz”), que o frei Manoel Procópio aldeou 800 índios Gavião e Krikati na localidade Frades, nas margens do rio Tocantins, hoje povoado do município de Cidelândia. Veja-se que não foi em Cidelândia, hoje sede do município desse mesmo nome, e sim em Frades, a mais antiga localidade desta região, que existia já antes mesmo da fundação de Imperatriz. Dizer que na metade do século XIX frei Manoel Procópio tenha aldeado índios em Cidelândia é um absurdo, pois o povoado que deu origem a essa cidade foi fundado a menos de 50 anos.
2) O jornal publicou: “disse o historiador [Adalberto Franklin], acrescentando que Imperatriz foi fundada às margens do riacho Cacau.”— Outro grave equívico. Transcrevo o que escrevi no e-mail enviado ao João Rodrigues: Não é verdade que inicialmente a povoação de Santa Teresa tenha sido instalada na confluência do rio Cacau com o Tocantins e depois transferida para as imediação da hoje praça da Meteorologia, em face de uma cheia no Cacau. O primeiro sítio onde frei Manoel Procópio estabeleceu a “Colônia de Santa Teresa”, em setembro de 1849, foi no lugar chamado Remansão, no rio Tocantins, após as antigas cachoeiras de Itaboca, onde hoje fica a hidroelétrica de Tucuruí. No final do ano, houve uma grande cheia e morreram de febres muitos colonos levados para lá por frei Manoel Procópio, desistindo ele desse local. Frei Manoel Procópio, com alguns colonos, seguiu dali e se estabeleceu na confluência do rio Araguaia com o Tocantins (São João do Araguaia), de onde passou a fazer contato com os índios Apinajé (e conseguiu aldeá-los por algum tempo), do lado de Goiás; depois contactou com os Gavião e os Krikati, do Maranhão. Depois de conseguir aldear 800 índios Gavião no lugar Frades (hoje povoado de Cidelândia), e os Krikati em duas aldeias (uma nas margens do rio Cacau e outra no Barra Grande), resolveu então refundar a Colônia de Santa Teresa, entre essas duas aldeias, para acompanhar os índios aldeados e formar a nova povoação. Então, essa história de que inicialmente Imperatriz foi fundada nas margens do rio Cacau não é verdade; isso é uma versão deturpada do acontecido no Remansão.
3) Mais outro: “[...] Adalberto Franklin concluiu que a fundação foi mesmo em 1852 e, ainda, que Frei Manoel Procópio era um capelão da Polícia Militar.”Em momento nenhum eu afirmei que frei Manoel Procópio fosse capelão da Polícia Militar. O que eu disse foi que a expedição que deixou Belém em 1849 para fundar a colônia de Santa Teresa era comandada por um militar, e que frei Manoel Procópio era o capelão dessa expedição [naquela época, todas as expedições desse tipo eram obrigadas a ter um capelão, um sacerdote católico, na equipe].
Antes de escrever este texto, enviei um e-mail ao João Rodrigues pedindo que ele fizesse algo para reduzir os prejuízos dessas informações equivocadas.Tomara que pelo menos minimizem o prejuízo histórico que pode causar.

Ética chega ao 350º livro publicado

sábado, 3 de julho de 2010
18 anos depois de ter publicado o primeiro livro, a Ética Editora, de Imperatriz, da qual sou sócio e editor, chega, neste mês de julho, ao 350º  livro publicado. Exatamente três centenas e meia. É um recorde no Maranhão, segundo assegurou-me a poetisa e também editora Arlete Nogueira da Cruz, esposa do poeta Nauro Machado. E já havia diagnosticado o insuspeito editor e multiliterato Jomar Moraes, ex-diretor do antigo Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado (Sioge), até então, creio, maior casa publicadora da história do Maranhão.
Modéstia à parte, porque até a despretensão tem limite, a Ética Editora vem se projetando nos últimos anos como uma das mais importantes publicadoras do Norte-Nordeste. E isso sem qualquer apoio ou incentivo dos governos municipal, estadual ou federal. Sequer comprando livros, porque preferem — e sei a que custo e vantagens — escolher os títulos das grandes editoras e desprezar os temas e autores regionais.
Eu, como editor, e a Ética, como editora, somos hoje conhecidos nos fóruns de discussão do livro e da leitura no Nordeste. Há títulos por nós publicados indicados em bibliografia de cursos de diversas faculdades de renome nacional e até por cientistas de renome internacional, entre os quais Bertha Becker, Ladislau Dowbor e Ignacy Sachs. Diversas bibliotecas, etre elas a do Congresso Norte-Americano, anualmente, vêm incluindo livros da Ética em suas compras de atualização de acervo — somente no ano passado, foram mais de dez títulos.
Mas como diz a sentença, “santo de casa não faz milagre”, em três vezes em que figuraram livros da Ética nas listas das licitações do Estado (numa só vez, 42 títulos), foram misteriosamente “retirados” da relação antes da realização do certame. E em nossa Imperatriz, cidade que sequer tem uma biblioteca pública digna do nome, e onde jamais houve uma licitação para compra de livros, sequer os que tratam da história do município, a situação não é diferente. Meses atrás, a Secretaria Municipal de Educação chegou a publicar um edital para a compra de livros para as “bibliotecas das escolas”, em que não constava nenhum livro publicado no Maranhão e muito menos de autores locais ou regionais. Essa licitação foi cancelada e estranhamente não se realizou outra, continuando então esse ineditismo.
Confesso, entretanto, que não comecei a publicar livros esperando favores ou facilidades de governos ou instituições públicas. Na verdade, nunca as espero, nem as busco. A condição de editor me veio por duas razões: a primeira, por ter sido tipógrafo, profissão em que iniciei em 1974, antes de completar 12 anos de idade; a outra, por ser um apaixonado pelo livro e pela leitura. Na Tipografia Castro Alves, de propriedade de meu falecido pai, Martinho Alves de Castro, publiquei o primeiro livro, em 1977, com apenas 15 anos de idade, todo composto a mão, tipo a tipo, espaço a espaço, letra a letra, por mim mesmo. Trabalho que durou três meses para se compor e imprimir. Era o “Manual do Conscrito”, para o 50º BIS, batalhão do Exército sediado em Imperatriz. O primeiro de literatura, da mesma forma, já na extinta Gráfica Escriba, sociedade entre eu e meu irmão Gilberto, em 1985. Foi o “Canto ocasional”, primeiro livro do saudoso confrade poeta Benedito Batista Pereira.
O primeiro livro com o selo da Ética foi “O presépio queimado”, livro de contos de Lourival Serejo, um dos fundadores da AIL e hoje também membro da AML. Esse livro ganhou depois segunda edição, mais encorpado e com capa melhorada, pois a da primeira edição é muito simplória. Daí pra frente, seguiram-se dezenas e dezenas de títulos, ao longo dos anos de persistência editorial.
A Ética vem resistindo, não porque esse ofício tem rendido dividendos financeiros. Ao contrário. Para mantê-la, contraí ao longo desse tempo três falências. Numa delas, inclusive, tive que paralisar as atividades editoriais por três anos, até conseguir retomá-las. É, segundo o diagnóstico de alguns amigos, um caso patológico. Para mim, não, trata-se de uma necessidade existencial. Da mesma forma que os viciados em fumo e em bebida, não consigo viver sem publicar, sem gestar um livro. Por isso, tenho sempre uma fila de publicações a fazer e outra de obras que desejaria publicar. Atualmente, mais de 30 estão na fila. Poderia até dizer que meu ritmo é “terminando uma, começando a outra”. Mas é pior: sempre trabalho simultaneamente em três, quatro, cinco…
Assim, estamos chegando neste mês ao 350º livro publicado. Minha dúvida está sendo: qual será o 350º?
Ainda não sei. Dentre os que estou concluindo agora, escolherei um deles para levar essa chancela. Não está sendo uma escolha fácil.
De qualquer forma, apesar de tudo, tem valido a pena.