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Loas a um filho


Marcos Vinício [aportuguesamento do latino Marcus Vinicius], meu primeiro filho, alçou-se ontem, 23 de fevereiro, à sua emancipação profissional. Prestou juramento e recebeu o número de seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na sede da Subseção da OAB em Imperatriz, juntamente com outros mais de vinte bacharéis aprovados no Exame da Ordem no final do ano passado.
Aprovado em dois concursos vestibulares aos 17 anos, ainda terminando o Ensino Médio, Marcos fez opção por Direito, contrariando minhas expectativas. Ele não tinha sido aluno brilhante até então, nem disputava os primeiros lugares. Não se dedicava a leituras. Por isso, tentei demovê-lo de estudar Direito, “carreira para quem gosta de ler muito, de estudar sempre”. Não consegui, mas pactuamos que ele estudaria o primeiro período e em seguida trancaria matrícula no período seguinte, para refletir se era mesmo essa carreira a que queria – essa pausa exigi depois dos dois outros filhos, para que não repetissem o que ocorre com muitos jovens, que abandonam cursos pelo meio ou, depois de concluí-lo, percebem que “não tinham vocação” para aquele mister. Eu mesmo abandonei três cursos, mesmo que por outros motivos.
Marcos ficou um ano fora da faculdade. Retomou o curso determinado: era mesmo o Direito que pretendia seguir. Matriculou-se em outra faculdade: a FEST, recém-aberta, no segundo período da primeira turma. Começou a fazer leituras jurídicas, didáticas e paradidáticas, mais intensivamente. Da metade para o final do curso, já era um “devorador” de livros. Às vezes, ficava lendo e fazendo anotações mais de oito horas por dia. Aperfeiçoou também sua redação. Terminou o curso com excelente nota na monografia. Resolveu não fazer nem participar das festas de colação de grau, determinando-se a somente comemorar quando aprovado no Exame da Ordem. Empreendeu dura jornada de estudos e foi aprovado. No mês passado, tomou-me pelo braço e levou-me até a FEST para me rematricular no oitavo período do curso de Direito, que eu abandonara há alguns anos e a família me cobrava em concluir. “Agora é a sua vez!”, disse-me.
Nesta quarta-feira, finalmente, recebeu seu merecido quinhão, o seu desejado título de advogado, na presença de seus pais e irmãos. Tive a satisfação de, na solenidade, entregar-lhe o termo de compromisso simbolizando sua entrada na Ordem.
Advogado trabalhista, de trabalhadores, como se determinou a ser, o que honra a vida e as lutas do pai. Nessa área já atuava há mais de um ano como assistente no escritório do professor de Direito Cledilson Maia (Maia e Associados), onde continua.
Sucesso, Marcos, você tem méritos!

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