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Dilma desmonta o lulismo (!?)

Análise da coluna “Política e Economia na Real”, do jornal eletrônico “Migalhas”, edição 184, de hoje, sugere que a presidenta Dilma esteja desmontando a base política montada por Lula e criando uma nova estrutura político-administrativa para seu governo. A análise parte das nuances da saída de Sergio Gabrielli da Petrobras e seus desdobramentos. Confira o texto:

CAROÇO DO ANGU BAIANO
Fica combinado assim : o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, deixa o cargo no próximo mês para Maria das Graças Foster (conhecida como Graça Foster) e desembarca numa secretaria do governo da Bahia para se preparar para a sucessão de Jaques Wagner, daqui a três anos. Esta é a versão oficial. Mas as paredes dizem :
1. As relações da presidente Dilma com Gabrielli, desde os tempos que ela ainda estava apenas ministra, sempre estiveram mais para UFC do que para Pequeno Príncipe.
2. Graça é das graças de fé de Dilma, que quando formava seu governo pensou para ele a própria presidência da Petrobras e até a Casa Civil, mas prevaleceram as preferências de Lula, respectivamente por Gabrielli e Palocci.
3. Gabrielli tinha laivos de independência ; Graça é técnica e dedicada.
4. Na Petrobras, Dilma aposta muitas fichas de investimentos para o PIB brasileiro crescer os 5% que ela espera este ano. No ano passado, a empresa de Gabrielli não cumpriu seu cronograma de gastos.
5. O TCU está de olho nos gastos da empresa sem licitações.

DE BARBAS E PULGAS
Depois de tudo que Brasília deixou vazar para explicar a troca de Gabrielli para Graça Foster, com insinuações de que se dá mais um esvaziamento do lulismo e do petismo no poder Federal, os últimos fios das barbas do PT entraram de molho e a pulga atrás da orelha de Lula ficou assanhadíssima. Na esteira de Gabrielli sairiam outros apadrinhados políticos da direção da empresa, substituídos, ao gosto da presidente, por técnicos. Finalmente começam a desconfiar que Dilma está balançando a árvore da aliança partidária escalada por Lula para elegê-la, sustentá-la e tutelá-la. Outros aliados também que se apoquetem. Sem força política própria ainda, Dilma tenta comê-los pelas bordas. E como tem a caneta, o Diário Oficial e a carranca…

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