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AIL lança três livros nesta quinta-feira

Livros da AIL


Em solenidade que realizará na noite desta quinta-feira, 13, a Academia Imperatrizense de Letras lançará três livros que compõe um projeto de publicação financiado com recursos públicos: “Eu, Imperatriz”, de Edelvira Marques de Moraes Barros; “Jurivê Macedo: mestre da crônica jornalística”, seleção de textos jornalíticos de autoria do jornalista falecido Jurivê de Macedo; e “Coletânea: contos, crônicas, poesias”, textos de acadêmicos da AIL e outros autores locais.
O livro Eu, Imperatriz, de Edelvira Barros, teve sua primeira edição lançada há 40 anos – em 1972 – e é um marco na historiografia regional. É a primeira obra sobre a história de Imperatriz e um dos principais livros de referência sobre o sudoeste maranhense. Até então, nunca havia sido feita outra edição, tornando a obra rara. A nova edição, coordenada pelo acadêmico e editor Adalberto Franklin, recebeu atualização ortográfica e dispensou os questionários constantes da primeira edição. Tem 196 páginas. A autora ocupou a cadeira 6 da AIL; faleceu no dia 21 de novembro de 2007.
Jurivê Macedo: mestre da crônica jornalística é uma seleção de textos do jornalista e advogado Jurivê de Macedo, cofundador do jornal O Progresso, que durante mais de 40 anos atuou na jornalismo de Imperatriz e maranhense. Jurivê criou um estilo pessoal de escrita e era um dos mais lidos colunistas do Maranhão. Os textos foram selecionados pelo acadêmico Livaldo Fregona a partir de acervo que lhe havia sido confiado pelo autor. O livro tem 200 páginas. Como Edelvira Barros, Jurivê foi um dos fundadores da Academia Imperatrizense de Letras. Faleceu no dia 17 de março de 2010.
O livro Coletânea: contos, crônicas, poesias reúne textos de 32 autores, em sua quase totalidade, acadêmicos da AIL. Tem 200 páginas, dividas em seções de prova e verso. A organização dos textos foi feita por uma comissão editorial da AIL. A edição foi tambémm coordenada por Adalberto Franklin.
As três obras foram custeadas por recursos oriundos de emenda parlamentar do ex-deputado Joaquim Haickel, também membro da AIL, que beneficou publicações da Academia Imperatrizense de Letras, da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico doo Maranhão.
Transcrevo, a seguir, textos que escrevi para a quarta capa (contracapa) dos livros “Eu, Imperartriz” e “Jurivê: mestre da crônica jornalística”:

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EU, IMPERATRIZ – quarta capa:

Eu, Imperatriz é um marco na historiografia e na literatura de Imperatriz. Lançado em 1972, é, ao mesmo tempo, a obra inaugural da história do município e o primeiro livro escrito e lançado na cidade por um imperatrizense. A partir dele é que se contabilizam as publicações literárias produzidas em Imperatriz, que, hoje, ultrapassam os mil títulos.
A autora, Edelvira Marques de Moraes Barros, não é apenas a pesquisadora e escritora. De tradicional família dos sertões, pai intelectual e político, ela acompanhou, desde criança, os acontecimentos locais e regionais. Tornou-se professora primária, secundária e universitária. Foi mestra de várias gerações. Trabalhou no serviço público e foi vereadora. Antes de tudo, porém, era uma apaixonada por sua terra natal.
Neste livro, a partir de pesquisas, registros documentais e inquirições orais, ela recupera a memória histórica da mais que centenária cidade fundada nas margens do Tocantins, que se projetou a partir da década de 1950 após forte migração nordestina e a construção da rodovia Belém–Brasília.
Muito do que se sabe da história de Imperatriz se deve às pesquisas e aos escritos de Edelvira Barros, a primeira historiadora da cidade, autora, ainda, de História da fundação de Imperatriz e Imperatriz: memória e registro.
Adalberto Franklin
Da AIL, da ALHERPB e do IHGM

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JURIVÊ MACEDO: mestre da crônica jornalística – quarta capa:

Durante mais de quarenta anos, Jurivê de Macedo traduziu, em textos jornalísticos, os acontecimentos de Imperatriz e da Região Tocantina; inicialmente, no jornal O Progresso, o mais efetivo diário do interior maranhenses, do qual foi um dos fundadores e editor; depois, por pouco tempo, no Jornal de Imperatriz, e, posteriormente, n’O Estado do Maranhão, para o qual escreveu até os últimos dias de vida.
Na coluna “Comentando”, que escreveu desde o início dos ano ’70, Jurivê produziu não apenas a interpretação dos fatos do dia a dia da Região, do Estado e do País; imprimiu, sobretudo, uma maneira ímpar de dizer as coisas da política, da economia, da vida pública e privada das personalidades e do homem comum de seu tempo e de nossa história. Criou um estilo próprio, um vocabulário característico de sua forma graciosa, irreverente e satírica de abordar a vida e os acontecimentos, sem perder a beleza e a elegância textuais.
Vê-se nos textos de Jurivê o mesmo brilho dos grandes mestres da crônica e do humor brasileiros; o ímpeto mordaz de um Barão de Itararé, a sagacidade filosófica de um Millôr Fernandes, o jeito de contar histórias de um Stanislau Ponte Preta…
Goiano de nascimento e tocantinense por decreto, Jurivê de Macedo deu ao Maranhão, enquanto advogado e jornalista, cinco décadas de presença construtiva de defesa da justiça, da democracia e da elevação literária e cultural de seu povo. E foi, verdadeiramente, um mestre do jornalismo maranhense.
Adalberto Franklin
Da AIL; da ALHERPB; do IHGM

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