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Trilha sonora para o “Fim do mundo”

Nenhuma afirmativa clara foi encontrada, mas os profetas do apocalipse maia garantem que o mundo se extinguirá nesta semana. Ou mais precisamente, na próxima sexta-feira, dia 21. Este é o dia até onde os “astrônomos” da civilização maia deixaram de anotar seu calendário. Diante disso e por isso mesmo, dizem que o fim do calendário é o “fim dos tempos”.
A Criação, portanto, chegará ao seu final: a morte. Mas esta já é dedução minha, que concebo que o fim é a morte — da terra ou do ser humano. Aliás, chegar à morte é a única certeza que temos ao nascer, e desse destino ninguém foge.
Falta pouco mais de um dia para o fatídico dia. Que tragédia! Catástrofe anunciada!
Se nada se pode fazer para impedir tamanha hecatombe, penso, então que a atravessemos com arte. Afinal, a arte é a maior expressão da alma. Proponho, assim, que se morra com arte. Morrer com arte é extrema arte. Tragédia também é arte — da natureza e do ser humano (lembrei-me de Shakespeare e Kurosawa). Como cantou Raul Seixas, não é bom ficar com a boca escancarada (de espanto ou medo) esperando a morte chegar.
Proponho uma trilha sonora para o fim.
O mundo e o ser humano merecem. Terminar uma tão longa história assim, no silêncio e na desolação? Não!!!
Se é pra morrer, morramos com arte. Veio-me à mente a cena dos músicos do “Titanic”, que, diante da inevitável catástrofe, mantiveram-se indiferentes ao desastre, emitindo sonoridade à vida até o último minuto. Afinal, da mesma forma que o nascimento, a morte é também um momento divino. Nascemos para morrer, disso não tenho dúvida.

Diante dessas lucubrações, dispus-me a elaborar uma trilha sonora para o maior evento da terra: o “Fim do Mundo”. Uma seleção de músicas divinamente inspiradas.

Como não informaram o roteiro ou o script desse majestoso evento, pensei em alguns momentos possíveis: 1 – Despertar para o dia final; 2 – Um bólido se aproxima; 3 – Alerta! Anúncio do apocalipse; 4 – O choque; 5 – A morte; o fim; 6 – Réquiem; 7 – Depois do fim.

Escolhi então sete músicas; uma para momento.
Não sei indicar o horário mais adequado para a audição. Fiquei na dúvida em qual fuso horário a profecia se enquadra, afinal, devido ao nosso extravante horário de verão, em alguns lugares o nosso dia 20 já é dia 21. E por essas e outras coisas, até acho que no Brasil, onde não se respeitam leis nem sentenças, essa é mais uma que pode passar em branco. Se bem que muita gente vai mesmo se findar ao redor do mundo nestes dias. Mas em sinal de respeito a quem leva a sério a profecia dos maias, está aí minha contribuição para que o fatídico dia 21 se torne menos doloroso.
Por fim, apenas sugiro se viva esse momento musical com um bom vinho (para mim, um cabernet). Garanto que se alguém morrer, não será por conta do vinho. E se não vier nem a morte nem o “Fim do mundo”, sem dúvida você terá ouvido músicas divinas, que poderíamos chamá-las, “do outro mundo”.

Trilha sonora do ‘Fim do Mundo”.

Ato 1 – Despertar para o dia final. / Música: “Time” (Pink Floyd)

Ato 2 – Um bólido se aproxima. / Música: “Shine on you crazy diamond” (Pink Floyd)

Ato 3) Alerta! Anúncio do apocalipse – Música: “O Fortuna” – Da ópera “Carmina Burana” (Família Lima)

Ato 4) O choque / Música: “The bomb” (Antonio Pinto)

Ato 5) A morte; o Fim – Música: “A morte” – Antônio Pinto

Ato 6) Réquiem – Música: “Incelença pra terra que o sol matou” – Elomar (Piano: Arthur Moreira Lima)

Ato 7) Depois do fim – Música: “La Serenissima ” (Loreena McKennitt)

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