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Alípio de Freitas, um padre guerrilheiro no Maranhão


Na década de 50, o padre português Alípio de Freitas chega a São Luís (MA) para trabalhar na Ação Católica. Intelectual, leciona na faculdade e dá assistência a operários, desempregados e trabalhadores rurais. Choca-se com a miséria e a fome do povo maranhense. Decide viver como os pobres, a comer como eles e até a passar pela experiência da fome. Envolve-se com a organização dos camponeses e as lutas por reforma agrária, “na lei ou na marra”.
Abandona o sacerdócio e resolve entrar radicalmente na luta contra as desigualdades sociais. Em Pernambuco, apoia a candidatura de Miguel Arraes e participa da organização dos trabalhadores rurais através das Ligas Camponesas, com Francisco Julião. Mora também em favelas do Rio de Janeiro. Participa das lutas armadas contra o regime militar; é preso e torturado. “Foi um choque cultural imenso. […] Eu já conhecia a pobreza, em Portugal, mas a miséria eu conheci no Maranhão”.
Em 2005, o cineasta Caco Souza fez o premiado curta-metragem “Resistir”, com o depoimento de Alípio de Freitas e dois outros presos que conviveram com ele nas prisóes brasileiras. Está disponível no Youtube. Vale a pena
assistir. É uma excelente aula de nossa história recente.
Parte 1:
https://www.youtube.com/watch?v=IXNLoTKo4Hw

Parte 2:
https://www.youtube.com/watch?v=1dqq0A-1cyY

O músico português José Afonso fez uma belíssima música em homenagem a Alípio de Freitas, reconhecido como um herói na região da Galícia.
Assista também ao vídeo da música:
https://www.youtube.com/watch?v=IXNLoTKo4Hw

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