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1958: JK visitou Imperatriz com embaixadores amigos

As publicações que tratam da história de Imperatriz não registram essa primeira visita que o então presidente Juscelino Kubitschek fez a Imperatriz, informalmente, em 1958, no inicio da construção da rodovia Belém-Brasília, acompanhado dos embaixadores do Equador, da Alemanha e da Tchecoslováquia, do ministro da Viação e de oficiais da Aeronáutica. Evidencia-se a visita de JK feita em janeiro de 1961, para a inauguração da rodovia, poucos dias antes do final de seu governo. Encontrei este registro nos arquivos do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, que transcrevo a seguir, na integra:
JK rodovia 1958
Presidente levou diplomatas para ver a rodovia que ligará Belém do Pará a Brasília

O presidente Juscelino Kubitschek percorreu as obras de construção da Rodovia Belém-Brasília que se estende por mais de dois mil e duzentos quilômetros, tornando efetiva a ligação entre o Norte e o Sul da País.

Nessa visita às frentes de trabalho na selva amazônica, o presidente foi acompanhado dos representantes de quatro nações amigas, a saber: do Equador, sr. Neftali Ponce Miranda, embaixador extraordinário e plenipotenciário; da Grã-Bretanha, sr. Geoffrey H. Wallinger, embaixador extraordinário e plenipotenciário; e da Tcheco-Eslováquia, sr. Jaroslav Kuchvalek, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário.
Viajaram também na companhia do presidente da República o almirante Lúcio Meira, ministro da Viação; o general Nélson de Melo, chefe do Gabinete Militar; o coronel aviador Lino Romualdo Teixeira, subchefe do Gabinete Militar; o sr. Waldir Bouhid, superintendente do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) e outras autoridades.

NA FLORESTA DO GUAMÁ
Após inaugurar, em Belém, a nova estação de passageiros do Aeroporto de Val-de-Cans e a Escola de Agronomia da Amazônia, o presidente da República iniciou a visita às obras da grande rodovia que colocará a bacia amazônica em ligação com o centro e o sul do país. O primeiro trecho da estrada, na região do Guamá, numa extensão de 120 quilômetros, já está asfaltado. Continuam a obras em ritmo acelerado. através da floresta, onde outra centena de quilômetros já está aberta ao tráfego, com pista revestida de cascalho.
Nesse trecjo, a “Rodobrás”, entidade da SPVEA, incumbida de executar os trabalhos, fez construir dois campos de pouso para apoio aos desbravadores.
O avião em que viajavam o presidente da Repúbica e sua comitiva, um “Douglas” da FAB, desceu no primeiro desses campos. Depois, em camionetas de fabricação nacional, os visitantes seguiram até a ponta da estrada, no local onde se efetuam os serviços de desmatamento. Ali, em plena floresta amazônica, o presidente Juscelino Kubitschek e demais visitantes tiveram oportunidade de assistir à derrubada de árvores giagantescas, por meio de tratores, para abertura das picadas onde iriam penetrar em seguida as outras máquinas.
O segundo campo construído nessa região ainda não tem acesso por terra. Fica situado a cerca de 250 quilômetros de Belém. Feita a clareira inicial, o campo está sendo alargado, pouco a pouco, e já permite a descida de pequenos aviões.
O avião presidencial sobrevoou esse campo e prosseguiu viagem para o sul.

JANEIRO: ENCONTRO NA FLORESTA
Enquanto os trabalhos prosseguem em ritmo acelerado do norte para o sul, também do sul para o norte se intensificam os trabalhos de penetração na mata virgem partindo de Imperatriz, no Maranhão, no rumo do Guamá. Nessa frente já foi aberto um caminho para trabalho das máquinas de terraplanagem, numa extensão de cerca de 80 quilômetros, bem como construído um campo de pouso, nas proximidades das cabeceiras do rio Gurupi, em um lugar que os trabalhadores batizaram com o nome de Açailândia, em virtude da Abundância de açaí, o alimento tão apreciado pelas populaçoes da região amazônica. O campo está sendo revestido de cascalho, a fim de que ali possam descer aviões do tipo “Douglas”.
Nessa região já foram assinalados vestígios de tribos ainda não identificadas. A penetração é feita com o maior cuidado, de sorte a evitar choques entre silvícolas e civilizados, tendo o Serviço de Proteção aos Índios destacado para os trabalhos, na expectativa de contato próximo, um fiscal e dois índios “Gaviões” civilizados.
O presidente e sua comitiva foram recebidos com entusiasmo por toda a população de Imperatriz, cidade à margem do Tocantins, cujas esperanças de rápido desenvolvimento residem na construçao da nova rodovia.
Nessa ocasião o presidente Juscelino recebeu a informação de que os encarregados dos serviços estão dispostos a ultimar a penetração nas selvas ainda em janeiro do próximo ano, embora as previsões iniciais indicassem que somente em março poderia se dar o encontro entre as duas turmas que avançam através da floresta, do Guamá para Imperatriz e vice-versa.
(JORNAL DO BRASIL, sábado, 11 de outubro de 1958. p. 8, 2º Caderno)

One Comment

  1. Tácito Garros wrote:

    Parabéns companheiro Adalberto pela pesquisa, você sempre muito caprichoso com suas informações.

    quarta-feira, março 18, 2015 at 01:56 | Permalink

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