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Terra, violência e sangue na estrada do arroz: o diário de Irmã Gertrudes

sábado, 14 de janeiro de 2012

Terra, violência e sangue na estrada do arroz: o diário de Irmã Gertrudes é o título provisório de um dos cinco livros que publicarei neste ano para celebrar meus cinquenta anos.
Tem como base os escritos deixados pela missionária católica Irmã Gertrudes, que viveu na zona rural de Imperatriz, na área denominada ‘Estrada do Arroz”, na metade da década de 1970, quando acompanhou o violento processo de expropriação e expulsão dos migrantes nordestinos pioneiros naquelas terras.
É um registro contundente da história regional.
A seguir, dois trechos do “diário”:

15.08.1975
São mais ou menos quatrocentas famílias.
Estas famílias estão sofrendo uma tremenda tortura psicológica por parte do sr. Raimundo Fogoió. Aí no Pequizeiro estão dois pistoleiros do Raimundo Fogoió. Esses homens passam a amedrontar, a intimidar e a prometer fazer horrores com os habitantes. A própria mãe de um deles já se mudou com um filho para Imperatriz, com medo do próprio filho dela e do irmão.
Outras famílias também já abandonaram suas casas e lavouras, preferindo passar miséria em Imperatriz, mas longe desta situação.
Todas as casas provam bem o trabalho deste povo. São casas de barro com bonitos quintais, bem plantados. Árvores bem antigas, dando testemunho do que estou dizendo.
Todos são unânimes em dizer que não querem vender suas terras; querem morar ali, no que é seu. Indenização alguma será capaz de comprar ou pagar o trabalho que já fizeram aí. É o amor dedicado ao lugar.
Esse senhor já conseguiu muita terra com esse método. E para que? Simplesmente porque quer queimar e imediatamente semear o capim o seu gado (que não tem), como se o gado valesse mais que o homem, filho de Deus.
[...]
O problema de terras aqui é muito atual. Os moradores moram normalmente nestas terras desde o ano de 1958. Eles vivem com medo de serem expulsos por ricos fazendeiros. Já foram inúmeras vezes a Imperatriz. Pediram ajuda aos prefeitos, aos delegados de terras, ao Exército, ao Incra… Todos garantem que eles têm direito à terra por usocapião, porque são os posseiros e os pioneiros.
As perseguições são grandes. Os fazendeiros invadem capoeiras, passam o arame no meio das roças já queimadas, semeiam o capim nas roças e soltam o gado para destruir as colheiras dos lavradores. Algumas vezes a polícia aparece e leva para a cadeia estes lavradores, acusados de invasores. São as grandes injustiças do tempo de hoje.
[...]

14.09.1975
Nova e triste notícia do Pequizeiro. os homens de Raimundo Fogoió queimaram as terras perto do povoado, atigindo também algumas casas. [...]
Três famílias, não aguentando a pressão e sabendo inútil o seu esforço em procurar seus direitos, resolveram vender por Cr$ 2.000,00 suas terras, suas casas e seus ricos quintais e foram morar em Imperatriz.
Os outros estão sem saber o que fazer, pois sentem que estão ficando sem forças, sem coragem de lutar. Sabem que o mais forte e o que tem mais dinheiro é quem vai vencer.

Falsas florestas: a expansão do eucalipto no Brasil

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Neste primeiro dia do ano, estou tentando concluir a tradução de “Phoney Forests: the Expansion of Industrial Tree Plantations in Brazil”, ao qual dei o título de “Falsas florestas: a expansão do eucalipto no Brasil”, de autoria de Markus Kröger, finlandês, professor da Universidade de Helsinki, pessoa que conheci no ano passado, quando ele fazia a pesquisa de campo para essa obra. Kröger é pós-doutor em agronomia e tem vários trabalhos sobre a questão da monocultura no mundo.
Essa pesquisa aborda, também, a investida da Suzano no Maranhão, Tocantins e Piauí.
A obra será publicada brevemente pela Ética Editora.

Procópio, Santa Teresa e a fundação de Imperatriz

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Abaixo, transcrevo texto que escrevi para ser lido na Missa pelo 159.o aniversário de fundação de Imperatriz, celebrada dia 16 de julho de 2011 na Igreja Matriz de Santa Teresa d’Ávila, padroeira da cidade. Há nele algumas informações inéditas, por isso creio ser importante registro para a história regional.

Imperatriz: sob a proteção de Santa Teresa

*Texto de Adalberto Franklin

Até o dia 12 de junho de 1852, apenas 34 dias antes da chegada de Frei Manoel Procópio, estas terras do sudoeste maranhense, desde o atual município de Campestre, até o rio Gurupi, eram território paraense. Mas nem o frade carmelita fundador de Imperatriz nem o governo do Maranhão sabiam disso ainda.
Essa região era denominada pelos colonizadores do sul do Maranhão de Matas Gerais, território em que eles não se atreviam a entrar, porque eram protegidas e defendidas por dois povos indígenas da grande nação Timbira, muito temidos: os Gavião e os Krikati, que dominavam as margens e os sertões próximos ao rio Tocantins até a confluência com o rio Araguaia. Durante 40 anos, esses povos indígenas derrotaram as expedições de bandeirantes e soldados que quiseram exterminá-los e ocupar suas terras.
Nem mesmo os experientes navegadores do rio Tocantins, que faziam viagens de comércio entre Goiás e Belém, se atreviam a navegar pela margem esquerda quando viajavam subindo o rio nesta região. Isso é o que testemunha em seu relatório de viagem o conde Francis Castelnau, um europeu que por aqui passou em 1844 comandando uma expedição científica.
Nesse mesmo ano de 1844, o governo da Província do Pará decidiu constituir cinco expedições para criar, nos muitos rios do seu território, colônias militares e aldeamento indígenas para acelerar a ocupação e dar suporte às navegações. Uma dessas expedições subiria o rio Tocantins, com a missão de aldear os índios do então chamado Alto Tocantins, nas proximidades das cachoeiras de Itaboca, lugar onde fica hoje a hidrelétrica de Tucuruí. Nessa mesma resolução, ficou decidido que a povoação a ser fundada pela expedição do Alto Tocantins se chamaria “Santa Teresa”.
Vê-se, então, que não foi Frei Manoel Procópio quem deu o nome nem estabeleceu a devoção dos habitantes da nova povoação a Santa Teresa de Ávila. Isso já estava previamente determinado.
Por falta de missionários experientes em missões indígenas, a expedição do Alto Tocantins somente foi iniciada em 1849, cinco anos depois de definida. O presidente da Província do Pará, Jerônimo Francisco Coelho, recorreu ao bispo de Pará e este ao bispo da Bahia, para que se buscasse um sacerdote experiente na lida com os indígenas. O indicado foi Frei Manoel Procópio do Coração de Maria, um jovem sacerdote carmelita, de pouco mais de trinta anos, que vivia num convento da Bahia.
Chegando a Belém, Frei Manoel Procópio foi nomeado capelão da expedição do Alto Tocantins, contratado e pago com recursos do Tesouro do Pará. O comando era do tenente-coronel reformado Ayres Carneiro, um respeitado militar. A expedição partiu de Belém em junho de 1849. Dela faziam parte onze embarcações e quase duzentas pessoas no total, entre comandantes, tripulantes, e famílias de colonos.
Em pleno verão, quando o rio apresentava suas belas praias, a expedição chegou ao Remansão, localidade logo abaixo das grandes corredeiras das cachoeiras de Itaboca, lugar previamente determinado para a fundação da colônia militar e aldeamento indígena. Ali se estabeleceram os colonos e frei Manoel Procópio começou os contatos com os indígenas. Ficou fundada aí a Colônia Militar de Santa Teresa, como determinara o governo do Pará.
Poucos meses depois, em dezembro, chegou um forte inverno. O rio Tocantins encobriu as belezas de suas margens, trazendo muitas febres. Quase a metade dos colonos morreu de febres. Os sobreviventes foram levados de volta para Belém. A colônia se desfez, mas Frei Manoel Procópio não desistiu: continuou sua missão. Com alguns soldados e poucas famílias de colonos, subiu ainda mais o rio e estabeleceu-se em São João do Araguaia, no encontro das águas dos rios Tocantins e Araguaia.
Sediado em São João do Araguaia, Frei Manoel Procópio iniciou contatos com os índios Apinagé, ocupantes da margem esquerda do rio Tocantins. Conseguiu aldear esses índios por cerca de um ano, em meses de 1950 e 1951, nas margens do rio Tocantins, mas logo depois os indígenas se desentenderam com ele e voltaram para as matas. Certamente nesse lugar, mesmo que em território aparentemente goiano, o frade tentava refundar a colônia militar de Santa Teresa, da qual fora incumbido.
Havendo desistido de aldear os Apinagé, Frei Manoel Procópio inciou contatos com os temidos Gavião e Krikati, mais conhecidos na época como Caracatigês, que habitavam na margem direita do Tocantins, acima da confluência do Araguaia, ainda território paraense — o território do Pará ia até o Seco do Curuá, defronte à hoje cidade de Campestre do Maranhão. Sabia-se que os indígenas dessa área – gavião e krikati – eram arredios e defendiam ferozmente suas terras, além de terem derrotado várias expedições de bandeirantes colonizadores desde o começo do século XIX, por isso eram muito temidos.
Alheio a tudo isso, o jovem frade carmelita embrenhou-se nas matas e visitou, primeiramente, as aldeias dos índios Gavião. Convenceu-os de que seria melhor viver em paz, aldeados, que morrer nos enfrentamentos com os bandeirantes. Assim, conseguiu o frade aldear 800 índios Gavião no lugar então chamado de Campo dos Frades, nas margens do rio Tocantins, hoje povoado Frades, no município de Cidelândia.
Depois disso, visitou cada uma das aldeias dos índios Krikati, nos sertões, e também convenceu-os a aldearem-se. Estes, porém, não concordaram em ficar num só aldeamento, mas em dois, ambos nas margens do Tocantins, embora não muito distantes uma da outra. Um aldeamento Krikati ficou, então, próximo à embocadura do rio Cacau e o outro da confluência do então chamado rio Embira Branca, que se supõe ser o rio Barra Grande.
Estabelecidos esses aldeamentos, Frei Manoel Procópio resolveu deixar São João do Araguaia e finalmente refundar a colônia de Santa Teresa, missão que abraçara três anos antes e, sob a proteção de Virgem de Ávila, se dedicara sem temor e sem tréguas. Não seria mais uma colônia militar, como pretendera o governo do Pará, mas uma povoação para dar suporte e guarida aos navegadores do rio Tocantins, que até então percorriam centenas de léguas sem qualquer lugar de pouso ou acolhimento.
Acompanhado então de dois soldados e duas famílias de colonos que com ele viviam em São João do Araguaia, e levando consigo a imagem da santa de Ávila, que desde sua partida mantinha como patrona da missão, Frei Manoel Procópio subiu o rio e estabeleceu-se entre os dois aldeamentos dos Krikati, a partir de onde melhor poderia acompanhá-los e promover sua catequese. O dia de sua chegada foi o 16 de julho de 1852, que hoje se completam 159 anos.
Estava assim fundada a missão de Santa Teresa d’Ávila, que no começo passou a ser denominada oficialmente pelo governo do Pará de Povoação de Santa Teresa do Tocantins, e depois passou a se chamar Vila Nova da Imperatriz e, por fim, Imperatriz. Passaram-se mais de dois anos para que o governo do Maranhão tomasse conhecimento da fundação de Santa Teresa.
O governo do Pará rescindiu o contrato com Frei Manoel Procópio dois anos depois de ter sido fundada a povoação. Mesmo assim, o frade carmelita resolveu permanecer na vila, onde viveu durante dez anos, protegendo, defendendo e catequizando os índios, estimulando famílias a se estabelecerem na região e promovendo o desenvolvimento da nova povoação.
Assim, pela Providência Divina, aqui floresceu a povoação de Santa Teresa, fruto do amor, do trabalho, da ousadia, da determinação e da persistência do jovem frade carmelita Manoel Procópio do Coração de Maria, um baiano que como muitos outros migrantes nordestinos e outras pessoas de todas as regiões brasileiras, para cá vieram buscar abrigo e prosperidade sob o patronato da Virgem de Ávila.

Ficha Limpa pode atingir prefeito e ex-prefeitos de Imperatriz

segunda-feira, 21 de março de 2011

Nas eleições municipais de 2012, é praticamente certo que a lei da “ficha limpa” (Lei 135/10) esteja em plena vigência. Ao contrário das eleições de 2010, quando julgadores de tribunais regionais e superiores se dividiram quanto à vigência da norma menos de um ano de sua aprovação. Arguiu-se a inconstitucionalidade da aplicação da norma na eleição de 2010, visto que o art. 16 da Constituição brasileira determina que “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.
Ultrapassada essa questão, não há mais qualquer entrave para a aplicação plena dessa lei. Assim, os pretensos candidatos que tiverem sido condenados em tribunais colegiados, sequer conseguirão registrar candidatura.
Essa condição pode provocar um estrago político em possíveis pretensões de candidaturas à Prefeitura de Imperatriz, especialmente os que governaram a cidade nos últimos 15 anos – Ildon Marques, Jomar Fernandes e Sebastião Madeira.
 É sabido e comprovado que o ex-prefeito Ildon Marques (PMDB) tem várias condenações em tribunais regionais e superiores (incluindo-se TCE e TCU) e seu nome consta da recente lista do “Cadastro Nacional de Condenação Cíveis”, e vários outros processos de improbidade administrativa estão em andamento. No último dia 1 de março, ele sofreu mais um revés: a Primeira Câmara do TJ-MA negou provimento a um seu recurso de reconsideração, confirmando assim sua condenação no Processo n. 20503/2003-1 (convênio FNS). O mesmo já havia ocorrido no dia 8 de junho de 2010, quando a mesma Câmara negou provimento a outro seu recurso de reconsideração, em face de contas julgadas irregulares (convênio com Ministério do Meio Ambiente). Diante dessa situação jurídica, muito difícil será Ildon Marques conseguir candidatar-se. Aliás, na eleição ao Senado, no ano passado, ele teve que retirar, no meio da campanha, sua candidatura de suplente de João Alberto, porque seu nome já estava na lista dos condenados por tribunal colegiado.
 O ex-prefeito Jomar Fernandes (PT), por sua vez, tem também problemas com prestação de contas e responde a processos de improbidade administrativa. Suas condenações, porém, ainda não são definitivas; cabem recursos, como é o caso de um recente condenação recebida do TCU. Mesmo assim, tem condenações de tribunais colegiados. Não consta, porém que Jomar tenha pretensões de se candidar nas eleições do ano vindouro.
Quanto ao prefeito Sebastião Madeira, tomei conhecimento, recentemente, de fonte do TCE-MA, que as contas do atual prefeito de Imperatriz relativas ao exercício de 2009 estão seriamente ameaças de reprovação, diante de dezenas de irregularidades constatadas pelos técnicos desse tribunal, algumas delas “praticamente insanáveis”. Minha fonte informou que desde o ano passado o relatório das irregularidades apontadas pelo TCE foi enviado à Administração Municipal para apresentar documentação de saneamento. Algumas irregularidades, porém, tais como dispensas de licitação ilegais, são consideradas muito difíceis de justificação. Se essas contas forem reprovadas, o prefeito Madeira pode, também, entrar na lista dos inelegíveis.
Se esses três políticos – que se revezaram como prefeitos de Imperatriz nos últimos 15 anos — ficarem fora das disputas eleitorais de Imperatriz em 2012, teremos uma mudança radical na política imperatrizense.
 

Luís Brasília: algumas lembranças

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu deveria ontem ter ido ao Teatro Ferreira Gular prestar minha homenagem pós-mortem a Luís Brasília. Já havia inclusive mentalizado o breve prenunciamento que pretendia fazer. Fui impedido por dois fatos; um de ordem familiar e o outro de ordem pessoal, que não cabe aqui mencioná-los. Não gosto de ver corpos inertes, mortos. Amo a vida e as pessoas vivas, por isso, gosto também de lembrá-las com vida. Talvez seja isso um bloqueio psicológico, face a traumas de mortes pelos quais passei em família. Mesmo assim, estive, por pouco tempo, no velório do Luís, na Fundação Cultural, na semana passada. Por pouco tempo, para não se fixar em minha mente aquela imagem do amigo sem vida. Luís Brasília apareceu e desapareceu de Imperatriz sob a marca do mistério. Quase ninguém sabia qual era mesmo sua atividade principal; o que ou quem o prendia à cidade. De sua família, ninguém dava notícia. Seu nome verdadeiro, mesmo eu somente soube depois de sua morte. Sabe-se que chegou a Imperatriz na metade da década de ’80, como assessor do então deputado federal Onofre Correa. Logo depois, integrou-se e fincou raízes na TV Mirante, onde o conheci mais de perto, em 1991, quando ali trabalhei durante quase um ano. Mantivemos os primeiros contatos ainda na década de ’80, quando ele produzia o “Arte Nativa”, programa dominical de cultura (especialmente música) da TV Mirante até hoje não superado. Não lembro bem, mas creio que nesse período eu era o editor-chefe do jornal “O Progresso”. Ele gravou uma entrevista comigo para um desses programas.

Ao longo desses quase 25 anos, Luís Brasília nunca arredou dos círculos culturais. Aliás, fez-se editor de Cultura da TV Mirante, que, mesmo se não o exercia plenamente nos últimos tempos, assim os créditos dos telejornais o mantinham como tal. Era homem dos bastidores. Não gostava — nem precisava – de ser notícia. Metia-se em tudo quanto cheirasse a cultura na cidade. Dava opiniões, elogiava e criticava abertamente, sem receio de cometer ofensas; oferecia apoio, abria espaço na TV e às vezes até conseguia viabilizar projetos que envolviam recursos financeiros. Na música, no teatro, na literatura, nas artes plásticas, nas manifestações populares, Luís em tudo se metia. Construía e desconstruía. Era sensível e engajado. Colaborou com tudo, sem demonstrar ou carrear interesse pessoal ou mesmo fazer qualquer exigência de caráter ou apoio político ao grupo ao qual pertencia. Foi essa incondicionada atividade que certamente o fez respeitado por todos os fazedores de cultura de Imperatriz. Esteve presente em praticamente todos os grandes eventos culturais de Imperatriz, desde o FABER, o grande festival de música que Imperatriz sediou a partir de 1986, até o elogiado SALIMP, o Salão do Livro de Imperatriz, em que deu diversas contribuições à organização e inestimável apoio na divulgação, juntamente com Sérgio Macedo. No teatro, tinha cadeira cativa; era personagem permanente, representando a si mesmo em tudo quanto ali se fazia. Na música, foi um dos maiores responsáveis pela projeção interna e externa dos nossos melhores compositores e intérpretes. E garanto que não há, nestas afirmações, qualquer exagero. Quem o conheceu com mais intimidade, sabe-o.

Quero, do Luís Brasília, guardar algumas passagens de nossa convivência ao longo desse quase um quarto de século:

1)  Notívago, Luís Brasília nunca foi de acordar cedo.  Em 1991, eu chegava cedo – antes da seis da manhã — à redação do telejornalismo da Mirante para escrever o noticiário do Bom Dia Imperatriz. Por volta das 8h da manhã, logo após o café (ali mesmo no prédio), encontro-o sentado frente a uma mesa de edição extasiado olhando umas imagens feitas no final da tarde anterior pelo cinegrafista Raimundo Bezerra. Vai até à redação e me chama para vê-las. Era uma revoada de andorinhas num pôr de sol (agora se escreve assim mesmo, sem hífen) flagrada em João Lisboa. Creio que tenha passado parte da noite vendo e revendo aquelas imagens. Pediu então que eu fizesse um texto para um clipe que ele queria editar, com a música “Ave cantadeira”, do Paulinho Pedra Azul. Parece-me que ele mesmo editou. Ficou muito bonito. Sei que esse clipe encerrou o telejornal do meio-dia e foi muito comentado na cidade. Ganhou reexibição na mesma semana. Assim era o Luís, quando se determinava a uma tarefa. [Margarete, será que esse clipe ainda existe nos arquivos da Mirante?]

2) Num dia, ou melhor, numa madrugada, por volta das 2h da manhã, estávamos eu, o Luís e o Wilson Zara, no Caneleiros, antigo reduto imperatrizense da MPB, na rua Frei Manoel Procópio, num bate-papo sobre músicas e músicos da cidade. Fiz então um comentário sobre a relação entre a música “Sarará”, do Erasmo Dibel, e a história sul-maranhense, a “saga” dos migrantes piauienses que atravessavam o Parnaíba e vinham viver nas margens do Tocantins. Luís ficou impressionado com minha exposição. Começou a telefonar seguidamente para o Erasmo e o Gilberto Freire de Santana para que, naquela hora, fossem até o Caneleiros participar da conversa. Uns trinta minutos depois, o Gilberto chegou; o Erasmo, que parece ter prometido ir, não apareceu. Ficamos ali até umas quatro da manhã, jogando conversa fora. Assim era o Luís: entusiasmado e inoportuno.

3) No final do ano passado, o Luís cismou em fazer o registro da obra musical do Erasmo Dibel. Queria produzir um livro com as letras das composições do Erasmo e me pediu que organizasse esse trabalho. Parecia, porém, que o homenageado não sabia dessa movimentação do Luís. Decidimos que deveria ser feito um song-book. Com a ajuda da Margarete Valente, foi levantado algum material escrito; o próprio Erasmo me enviou arquivos com as letras. Acertamos que eu selecionaria e organizaria e o material, com apoio da Margarete, e ainda escreveria textos. Luís me telefonava, às vezes, cinco ou mais vezes por dia, para fazer a mesma pergunta: “Como está o livro?”. Toda vez eu dava a mesma resposta: “Isso é um processo lento, não se faz de um dia para o outro; ainda temos pouco material”. No dia anterior à sua morte, verifiquei no meu telefone uma ligação sua, não atendida (costumo, às vezes, abandonar o telefone nos finais de semana). O Luís se foi; o telefone silenciou. O seu último projeto ficou pela metade. Mas o Luís era assim: determinado e persistente.

Este será o Luís do qual me lembrarei: incomum, insólito, ousado, audacioso, atrevido, desaforado, altivo e por vezes inconveniente. Nunca arrogante nem insensível nem traiçoeiro.

É certo que a cultura de Imperatriz muito deve a ele, inclusive a existência da Fundação Cultural de Imperatriz, que em 1995 ele convenceu o então interventor Ildon Marques a constituir (em lei enviada à Câmara) e a construir (o prédio, onde ficava uma construção abandonada do Estado). Eu, ele, o Henrique Guimarães, o Erasmo Dibel e o Gilberto Freire nos reunimos durante três meses para criar o texto da lei de incentivo à cultura (depois extinta pela Câmara a pedido do próprio Ildon Marques, já prefeito) e o Estatuto da Fundação.  Fui o primeiro presidente da FCI, por dois anos, em conflito político e administrativo permanente, primeiro com o interventor Dorian Menezes, que recusou-se a fazer qualquer repasse à Fundação, e depois com o próprio Ildon, que, eleito prefeito, quis extinguir a FCI, “reduto” de seus adversários políticos.

Censo: Imperatriz tem mais de 250.000 habitantes

terça-feira, 12 de outubro de 2010
Até hoje, 12 de outubro, o Censo Demográfico do IBGE conseguiu recensear 94% dos domicílios do município de Imperatriz, e uma população de 244.134 habitantes. Faltando aproximadamente 4.316 residências a serem recenseadas, e mantendo-se a mesma média de 3,6 moradores por residência encontrada até agora, o IBGE deverá oficializar a população de Imperatriz em cerca de 259.670 habitantes.
Esse novo número ultrapassa em 22.974 a estimativa feita pelo Instituto para 2009, que foi de 236.696 habitantes, até então a oficial. Isso significa um acréscimo de quase 10% em relação à estimava feita para o ano anterior, comprovando assim que o município vem crescendo, nos últimos anos, acima da média nacional. Com isso, Imperatriz reverte a tendência de redução populacional, que vinha se verificando na última década. Outro aspecto que também chama a atenção é a média de habitantes por domicílio (3,6), acima da média brasileira registrada neste Censo, de 3,3% por domicílio.

“Todos sabiam”: o caso da “negociação” dos vereadores

domingo, 5 de setembro de 2010

Samuel Souza publicou em seu blog uma afirmativa creditada ao vereador Luís Gonçalves (PSB), de Imperatriz, de que os vereadores antes oposicionistas à governadora Roseana Sarney que passaram a apoiar sua eleição (e não reeleição, porque ela não foi eleita em 2006), teriam recebido, cada um, 100 mil reais, e o presidente da Câmara, o dobro.

Mas a fonte da notícia sou eu, e não o vereador Luís Gonçalves. Samuel não ouviu o vereador.
No sábado, conversei rapidamente com o Luís Gonçalves, durante caminhada do candidato a governador Flávio Dino e o ministro Orlando Silva (dos Esportes), em Imperatriz. O teor da conversa entre eu e o vereador foi revelada pelo próprio, em resposta ao blog de Samuel, que publicou a informação.
Deixando a caminhada, fiquei na praça de Fátima, na “boca maldita” que se forma ao lado da Banca do Chico, onde se fazem os comentários e as maledicências da política nacional, estadual e local. A “fina flor” das intrigas e do maldizer político e os frequentadores de plantão estavam presentes: Pinheiro, Japão, Cupim, Justino Filho, Raimundo Corretor, Alair Chaves, Samuel Souza, o próprio Chico e vários outros.
A temática, ali, era invariável: política e candidaturas. Dilma X Serra. Jackson X Roseana. Flávio Dino X Roseana. Possibilidades de segundo turno. Provável cassação de Jackson no TSE. Alair Chaves, empresário, ex-presidente da ACII, usando botton de Roseana, recomenda ao fotógrafo Pinheiro que não hostilize nenhum petista que critique Roseana (uma referência a mim), porque, segundo ele, havia propósito de que, depois das eleições, nos juntássemos todos no governo (imediatamente, recusei essa possibilidade).
O prato do dia, entretanto, era a “negociação” ou “pacto” que os vereadores de Imperatriz teriam feito para apoiar a candidatura de Roseana Sarney. Dos treze, todos aliados ou alinhados com o prefeito Sebastião Madeira, apenas três teriam resistido em embarcar no trem de Roseana: Luís Gonçalves, Edmilson Sanches e Alberto Souza. Questionaram o motivo de os três, também aliados do prefeito, não embarcaram nesse trem. Eu informei que o vereador Luís Gonçalves, membro do PSB, é tio de Bira do Pindaré (da ala petista anti-Sarney) e seu partido está empenhado na candidatura de  Flávio Dino. Outro disse que Sanches não tem recebido o prometido apoio de Madeira e que se mantém fiel à candidatura de Jackson Lago, o único que lhe dera alguma estrutura de campanha. De Alberto Souza, ninguém soube dizer ao certo sua recusa.
Ali, os mais diversos “analistas” creditavam esse novo alinhamento da Câmara a um provável acordo entre o prefeito e a governadora, que, não podendo ele mesmo “mostrar a cara”, porque isso configuraria “traição ao velhinho” [Jackson Lago], pessoa fundamental em sua eleição a prefeito, teria “liberado” os “seus” vereadores a embarcarem na estação da governadora. Alguns, partidários de Madeira, contestaram essas afirmações. Justino Filho, acompanhado de sua inseparável esposa, fez dois discursos pró-Jackson e muitas críticas a Roseana e a alguns outros candidatos a deputado.
Não deixou de comentar e fazer “revelações” sobre o “acordo” dos vereadores. Pinheiro, que coleciona “santinhos” de candidatos, promoveu uma sessão para avaliar “quem se elege”. Quase ninguém passou no crivo, resultando em alguns protestos.
A questão dos vereadores retornou à pauta. Indagaram-me sobre o Chagão, vereador filiado ao PT que era anti-sarneista e passou agora a também apoiar Roseana. Disse-lhes que os comentários no PT são de que primeiramente ele teria recebido dinheiro para apoiar Weverton Rocha (candidato a deputado federal do PDT, aliado de Jackson Lago), depois o abandonara para apoiar Raimundo Monteiro (presidente do PT-MA, do grupo que se aliou a Roseana). Alguém interrompeu e disse: “O Monteiro vai dar dinheiro para ele devolver o do Weverton em suaves prestações!).
Instigado, acrescentei que Chagão não incorria em infidelidade partidária em apoiar Weverton ou Monteiro, pois o primeiro é do PDT, partido do arco de aliança nacional do PT, mas se complica quando apoia um candidato do DEM para deputado estadual (Antônio Pereira), pois a resolução nacional do Partido proíbe o apoio dos seus filiados  detentores de mandato apoiar candidatos de partidos que não sejam do arco de alianças do PT (casos de DEM, PSDB e PPS), e que isso poderia levá-lo à Comissão de Ética e até à expulsão do partido (o que é o desejo da maioria do DM do PT de Imperatriz). O Chico imediatamente interveio e disse que o PT não tem mais moral para expulsar ninguém. Um outro alegou que Monteiro prometera a Chagão a direção do PT municipal, logo após as eleições, no que retruquei, dizendo que dentro das normas partidárias, isso seria impossível.
Alguém comentou, com ironia, a entrevista que o presidente da Câmara, Hamilton Miranda, e Chagão deram ao programa “Difusora Debate”, naquela manhã, buscando justificar a decisão dos dez vereadores em apoiar a candidatura de Roseana. Nenhum dos presentes deu como convincente a justificava do presidente da Câmara. A opinião unânime era que houvera vantagens pessoais — falaram em dinheiro mesmo, em valores, o publicado por Samuel Souza em sua blog — na negociação. Eu afirmei que era exatamente isso o que eu vinha ouvindo de várias pessoas.
Comentei então a conversa que havia mantido, momentos antes, com o vereador Luís Gonçalves, que me revelara ter também sido procurado por emissários do grupo de apoio a Roseana, mas recusara o “convite”. Eu disse então que várias pessoas me revelaram que cada vereador teria recebido 100 mil reais, e o presidente da Câmara 200 mil reais, mas não tinha como provar, mas se tivesse, escreveria isso em meu blog, pois considero isso uma traição à vontade do povo de Imperatriz, que tem com larga maioria demonstrado nas urnas querer tirar a família Sarney do poder.
Comentei ainda que no PT há quem queira testemunhar contra o vereador Chagão, que teria deixado de apoiar a reeleição do deputado Valdinar Barros (PT) porque este não teria lhe dado dinheiro para pagar uma dívida, o que o deputado Antônio Pereira (DEM) lhe teria dado e, assim, passara a apoiar a reeleição deste. O meu informante desse fato me revelou, inclusive, a metáfora usada por Chagão para lhe explicar sua adesão ao candidato do DEM: “Eu pedi ao Valdinar um pedaço de lápis e ele me negou; o Dr. Antônio Pereira me deu foi uma caixa de lápis inteira”.
Sim, é verdade que várias pessoas, de respeitabilidade, me deram essa informação, inclusive revelando alguns outros detalhes, mas ninguém tem coragem de fazer denúncia ou testemunhar essa pretensa verdade em juízo. E isso há vários dias é comentário corrente na cidade: “todos sabem”.
Se alguém pode provar, não sei. Eu desejaria mesmo fazer essa denúncia em meu blog, mas não o fiz porque, dos que asseguram ser isso verdade, não têm coragem de fazer a denúncia ou se expor em juízo. É o caso do cidadão que se revolta mas não tem coragem de protagonizar a mudança.
Também, na Câmara, se algum vereador tiver conhecimento disso, dificilmente vai querer se expor ou assumir o ônus da prova. Seria uma rebelião sem precedentes.
Eu disse então, diante de todos os presentes, que não publicaria essa informação em meu blog. Samuel Souza, ao meu lado, disse que publicaria no dele, ainda naquele dia (ontem, sábado). E logo saiu. Antes que ele saísse, alertei-o: “Cuidado! Escolha as palavras certas!”
A quem afirma ou denuncia, cabe o ônus da prova. Nem tudo o que se sabe, se pode escrever. E nem tudo o que nos dizem pode ser provado, mesmo quando “todos sabem”.
Aliás, “Todos sabiam” é o título de um livro de minha amiga inglesa Binka Le Breton, que trata do assassinato do
padre Josimo Moraes Tavares, em Imperatriz, em 10 de maio de 1986. Ela demonstrou no livro que todos sabiam da trama para matar o sacerdote; sabiam das reuniões e decisões dos mandantes, sabiam dos seus nomes, sabiam quem eram os pistoleiros contratados, sabiam de tudo… Ninguém disse nada. O padre foi assassinado. Todos sabiam…
Poucas horas após a morte do padre Josimo, o então repórter policial Daniel Souza me entregou a foto do sacerdote morto e, em duas lauda apenas, relatou o ocorrido e revelou o nome do pistoleiro e de dois vereadores mandantes. Eu era editor-chefe do jornal “O Progresso”. Por excesso de zelo, com temor de não poder provar essa apuração apressada feita pelo repórter em tão pouco tempo, censurei a publicação dos nomes dos mandantes. No dia seguinte, esses
mesmos nomes estavam estampados nos grandes jornais do Brasil e do mundo. Tinham sido eles mesmos. Todos sabiam.
Quem haverá de…?

Enem: IFMA é a melhor escola pública do Maranhão

terça-feira, 20 de julho de 2010

Das vinte melhores escolas públicas do Maranhão, segundo o novo ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), divulgado ontem, os seis primeiros lugares cabem ao IFMA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), antigo CEFET, unidades de São Luís, Imperatriz e Zé Doca. O primeiro lugar coube ao ensino regular do IFMA de São Luís; o segundo, ao EJA da mesma unidade; o terceiro e quarto lugares ao IFMA de Imperatriz; o quinto e sexto lugares ao IFMA de Zé Doca, também ensino regular e EJA. No cômputo geral, que inclui escolas públicas e particulares, as dez melhores escolas são da capital — oito delas particulares, e apenas o IFMA como escola pública entre elas, em quarto e quinto lugares. As três primeiras são o Centro Educacional Montessoriano, o Jardim Escola Crescimento e o Educator. A Escola Adventista de Imperatriz é a 11ª do ranking (e, portanto, a melhor de Imperatriz). Ainda de Imperatriz, entre as vinte melhores, estão IFMA (13ª colocação para o ensino regular e 14ª para o EJA), o colégio Dom Bosco (15ª) e a Escola Santa Teresinha (19ª). Uma novidade é a presença do CE Parsondas de Carvalho, de Montes Altos, em oitavo lugar entre as melhroes escolas públicas do Estado, abaixo apenas dos IFMAs e do Liceu Maranhense. E novamente o EJA do Parsondas de Carvalho, com a 11ª colocação. No ranking das vinte piores escolas do Maranhão, todas elas são da rede pública estadual. As três piores são, por ordem, o CE Vicente Maia, de São Luís; o CE Profª. Juvenilia Sousa, de Buriticupu; e o CE Cristino Pimenta – Anexo II, de Bacuri. Dentre as vinte, seis são de São Luís.

Livraria Athenas fecha as portas em Imperatriz

sábado, 26 de junho de 2010
Li agora que em Belém vai ser fechada a mais tradicional livraria da cidade, a Jinkings. Há um lamento geral dos leitores também mais tradicionais, que vão às livrarias não apenas comprar livros, mas também tomar um cafezinho, encontrar-se com leitores e escritores, informar-se das publicações locais e regionais.
Em seu período mais dinâmico, a Jinkings contou com várias livrarias em Belém, e também em outras cidade, inclusive Imperatriz (ali na esquina da Getúlio Vargas com a Coronel Manoel Bandeira), na metade dos anos ’80. A notícia acusa a mudança de comportamento dos leitores da nova geração, que passaram a comprar livros pela internet.
Também li que no Quartier Latin, em Paris, área próxima à Sorbonne (Universidade de Paris), famosa pelo movimento cultural, nos últimos 15 anos, caiu de 300 para cerca de 150 as livrarias no setor, o que está motivando o prefeito Bertrand Delanöe a fazer investimentos para reverter essa tendência. O Quartier Latin é o “bairro” dos estudantes e de famosos cafés e restaurantes, onde  se reuniam intelectuais de todo o mundo. Carrega esse nome porque ali, na Idade Média, viviam os estudantes da Université de Paris (Sorbonne), que falavam latim.
Aqui, cabe o lamento de ter sido fechada, neste mês, a Livraria Athenas, pouco menos de dois anos após sua instalação na cidade. José Arteiro, o proprietário, que tem a matriz desse empreendimento em São Luís, confidenciou-me que as vendas não estavam sequer cobrindo as despesas que mantinha para funcionar a loja. No ano passado, haviam sido fechadas na cidade as livrarias Interativa e Cia. do Livro.
Uma lástima!

Cidades. Memória, história e geografia

terça-feira, 20 de abril de 2010

Organizado por Francisco Alcides do Nascimento e Regianny Lima Monte, respectivamente doutor e mestranda em História na Universidade Federal do Piauí, o livro Cidade e memória foi lançado no dia 8 de abril último, no Auditório Noé Mendes, do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da UFPI, em Teresina.
A obra, de 294 páginas, foi publicada pela Ética Editora, de Imperatriz (MA), e reúne 12 artigos de professores do Piauí, Ceará, Paraíba e Santa Catarina, discute o tema cidades “de uma forma bem variada e multidisciplinar”.

Também fez lançamento de seu livro A cidade na região e a região na cidade: a dinâmica socioeconômica de Imperatriz e suas implicações na região tocantina, nesta terça-feira, 20 de abril, em Minas Gerais, o professor do CESI/UEMA (Imperatriz) Jailson de Macedo Sousa, doutorando em Geografia na Universidade Federal de Uberlândia. Essa obra, de 308 páginas, é um dos mais ricos estudos sobre a geografia econômica e o reordenamento espacial da cidade de Imperatriz, que, por sua consistência. se insere entre as principais obras de referência sobre este município. A publicação, fruto da dissertação de mestrado do autor na Universidade Federal de Goiás, é também da Ética Editora.